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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Aos Católicos do Brasil
Aproximam-se as eleições, através das quais indicaremos nossos governantes (o Presidente da República e os Governadores dos Estados) e nossos representantes para o Congresso Nacional (Senado e Câmara de Deputados).
Vivemos tempos dramáticos.
Entre tantos candidatos e candidatas, de forma democrática, apresentam-se aqueles e aquelas que se propõem a defender valores e pseudo-direitos que contrariam as tradições mais enraizadas do nosso povo, que aprendeu do Evangelho pregado pela Igreja o respeito à vida e às leis de Deus.
Princípios absolutamente contrários à nossa tradição de cristãos são apresentados como “direitos”: entre tantos outros, o direito de matar através do aborto, eufemisticamente chamado de “direito de interromper a gravidez”; o direito de ter reconhecida pela sociedade civil a união estável entre pessoas do mesmo sexo, e tantos mais.
Nós, católicos, constituímos a maioria da população brasileira. E como tal, temos um direito inalienável: o de manifestar nossa opinião contrária, através do voto democrático, a tudo aquilo que contrarie os valores e princípios fundamentais de nossa fé, bem como aqueles que se propõem a destruir as bases da sociedade, como por exemplo, a família.
Talvez, nunca como neste momento histórico, foi tão necessário unir a fé à vida, demonstrar a coerência de nossas opções políticas com a fé que ilumina nossa vida!
Vivemos tempos de confusão. Alguns partidos, com clareza meridiana, apresentam em seus programas princípios contrários à nossa fé. Portanto, coerentemente, seus candidatos e candidatas não podem receber nossos votos.
Outros partidos não são claros em relação a isto, e assim, será necessário saber, responsavelmente, o que pensam e propõem seus candidatos em relação a estes temas. Ou seja, há um trabalho árduo pela frente. Como católicos integrados à sociedade civil, somos responsáveis em escolher aqueles e aquelas que possam de verdade nos representar, seja apresentando e votando projetos de leis que expressem nossas opiniões e valores, seja governando nosso país e nossos estados com decência e dignidade, promovendo a vida em todos os seus aspectos.
Este trabalho árduo deve ser acompanhado muito especialmente, neste momento, pela nossa oração, suplicando ao Deus da Vida que nos ilumine em nossas escolhas.
Muito especialmente, confiemos à intercessão materna de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, o nosso País e seu destino. É hora de rezar pelo Brasil, para fazermos bem nossas escolhas. Deus nos abençoe a todos, e nos faça votar com responsabilidade e coerência.
Dom Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo de Frederico Westphalen (RS)
quarta-feira, 1 de abril de 2009
A indústria do aborto
Para mostrar o quão monstruoso pode ser o ser humano, leiam este artigo.
“Dois jornalistas da Inglaterra, Michel Litchfield e Susan Kentish, fizeram uma ampla pesquisa sobre a indústria do aborto em Londres.
O resultado foi um livro que merece, ao menos, uma reflexão de todos os que se preocupam com o assunto. Babies for burning. The abortion business in
Michael Litchfield nasceu em 1940; é casado e tem um filho. Como jornalista, trabalhou inicialmente no Daily Herald; depois, passou para a direção do Daily Mail e, mais tarde, como free lancer (jornalista autônomo), escreveu artigos para o Life Magazine dos Estados Unidos, para o Daily Telegraph e para o News of the World.
Susan Kentish nasceu em 1947; é divorciada e não tem filhos. Depois de trabalhar em vários jornais de província, passou a colaborar no Sun e no News of the World..
Durante sua pesquisa eles se apresentavam como namorados e apresentavam um falso exame de gravidez positivo.
Durante a Segunda Guerra, os nazistas também exploraram esse ramo do negócio: matavam judeus aos milhões e aproveitavam a pele e a escassa gordura das vítimas para uma linha de subprodutos que iam de bolsas feitas de pele humana a sabões que lavavam os uniformes do Exército do 3º Reich.
A venda de recém nascidos
Em certa ocasião, Michael e Susan foram ter ao consultório do Dr. Mook`Sang, médico que se interessava por praticar o aborto, porque vendia a pais adotivos as crianças que ele extraía do seio materno. Eis o depoimento dos repórteres:
`A legalização do aborto produziu na Inglaterra uma queda na oferta de recém nascidos para adoção. Médicos inescrupulosos, agindo como intermediários em leilões de crianças, chegam até a ganhar mil libras ou mais por criança no mercado de adoção.
Médicos como Mook`Sang estão convencidos de que hoje em dia podem ganhar mais dinheiro vendendo crianças do que abortando as. É uma questão de oferta e procura.
Mas o Dr. Mook`Sang não é tão exigente contanto que os seus negócios vão bem. A filosofia deste médico, suas ideologias, sua visão da vida, são capazes de deixar estupefatos os membros mais progressistas e liberais da sociedade.
... Mook`Sang fala com entusiasmo e paixão do pensamento progressista de Hitler`, Fala da nova moralidade, que é simplesmente pôr a sociedade de cabeça para baixo, chamando o moral de imoral e o imoral de moral...
Há na Inglaterra uma corrente de médicos aborteiros, uma pequena Máfia médica, que compartilham a ideologia superavançada e fascista de Mook`Sang.
Chegamos à clínica do Dr. Mook-Sang e lhe dissemos claramente que queríamos estudar a possibilidade de comprar uma criança por seu intermédio... `Que tipo de criança tem vocês em mente?`, perguntou. Exigem que seja inglês? Pode ser de qualquer país da Europa? Tenho atualmente uma jovem que pode querer dar seu filho para ser adotado. É bonita, francesa, e está separada do marido. Veio aqui para interromper a gravidez, mas já está muito adiantada e acho que não vai conseguir.
Conversamos ontem sobre o assunto e lhe disse que seria melhor que ela tivesse a criança e a desse para ser adotada. Trato também destes casos. Não é muito freqüente. Tenho uns três ou quatro por ano.
O Dr. Mook`Sang disse que a criança nos custaria mil libras. Os seus honorários seriam duzentas libras e a mãe faria uma operação cesariana. Este foi um dos aspectos mais grosseiros da sua proposta. A moça teria de submeter se a uma operação cesariana, mesmo que não fosse necessária, para que não sentisse a emoção do parto e possivelmente não se apegasse à criança. Seria uma espécie de garantia para que nada saísse errado na operação financeira. (pp. 40-42).
O Dr. Mook`Sang não estava satisfeito de nos impingir somente uma criança. Naturalmente ele viu que poderíamos ser fregueses de mais de uma operação financeira, possivelmente de uma operação por ano. Começou a delinear um plano para uma espécie de família comprada, realmente o planejamento familiar mais extravagante que já vi.
Disse nos entusiasticamente: `Depois de conseguirem esta primeira adoção, devem pensar noutra daqui a um ano. Devem Ter pelo menos dois filhos. O segundo poderíamos já providenciar, encontrando a moça apropriada para conceber o filho do Sr. Litchfield. Leva tempo encontrar a pessoa certa que queira carregar uma criança durante nove meses, mas pode se encontrar. É uma idéia digna de ser explorada, porque acho que é melhor do que uma simples adoção.
Se quisermos conseguir uma moça respeitável, que trabalhe em escritório, em Londres, ela irá pedir mais ou menos dez mil libras, muito mais do que uma call`girl se interessaria por cinco ou seis mil libras, mas uma moça de respeito... teríamos de comprar também a sua moralidade. Por outro lado, se usamos a mulher como incubadora, pouco importa se é call`girl ou moça de bem`(pp. 45s).
A indústria de sabão
È sabido que para se ter bons sabonetes é preciso boa matéria prima, algumas indústrias inglesas usam gordura humana para fazer seus sabonetes mundialmente famosos.
Tínhamos chegado a um ponto em que acreditávamos que nada mais nos poderia chocar na indústria do aborto na Inglaterra. Estávamos enganados. Todas as vezes que pensávamos que já estávamos insensíveis à náusea, por saturação, acontecia-nos uma nova experiência, mais repelente, que revirava novamente o nosso estômago e reacendia a vergonha que nos acabrunhava de pertencer a uma sociedade que deras larga a tal degradação, a tal corrupção.
O médico consentiu em dar-nos a identidade do ginecologista envolvido na venda de bebês para os fabricantes de sabão. É evidente que o tal ginecologista nunca teria admitido abertamente suas atividades truculentas, subumanas e subanimais. Então combinamos conversar com ele como uma firma concorrente e fazer uma contraproposta para os fetos. E o fizemos (p. 150).
`Por quanto o Senhor está vendendo?`
`Veja, tenho alguns bebês muito grandes. É uma pena jogá-los no incinerador, quando se podia fazer um uso muito melhor deles. Fazemos muito abortos tardios. Somos especialistas nisto. Faço aborto que os outros médicos nunca fariam. Faço os com sete meses, sem hesitar. A lei diz vinte e oito semanas. É o limite legal. Porém, é impossível determinar a fase em que foi feito o aborto quando a criança é incinerada. Por isso não importa o período em que se faz o aborto. Se a mãe está pronta para correr o risco, eu estou pronto para fazer o aborto.
Muitos dos bebês que tiro, já estão totalmente formados e vivem ainda um pouco, antes de serem eliminados. Uma manhã havia quatro deles, um ao lado do outro, chorando como desesperados. Não tive tempo de matá-los ali na hora, porque tinha muito que fazer. Era uma pena jogá-los no incinerador, porque eles tinham muita gordura animal que podia ser comercializada.
Naquele ponto, se tivessem sido colocados numa incubadora, poderiam sobreviver, mas na minha clínica eu não possuo essa espécie de facilidades. O nosso negócio é por fim, a vidas e não ajudá-las a começar.
Não sou uma pessoa cruel. Sou realista. Se sou pago para fazer um trabalho e se o trabalho é livrar uma mulher de um bebê, então não estaria desempenhando o meu papel se deixasse que o bebê vivesse, embora o mantenha vivo cerca de meia-hora. Tenho alguns problemas com as enfermeiras. Muitas delas desmaiam no primeiro dia. Temos sempre muita rotatividade em nosso pessoal. As alemãs, muitas vezes, são boas. Não são uma raça de gente sentimental. As inglesas têm tendência, mas nem sempre a serem sentimentais.
Hitler pode ter sido inimigo deste país, mas nem tudo a respeito de sua política era mau. Ele tinha algumas idéias e filosofia muito progressistas. A seletividade da vida sempre teve grande fascínio para certos elementos do mundo médico. Sempre considerei a possibilidade da reprodução seletiva e da eliminação seletiva. Mas isto é outro assunto... Desculpe aborrecê-lo com as minhas teorias. Acho que o Sr. me julga meio doido, não é? Se o sou, não sou único. Muitos ginecologistas, muitos mesmo, que fazem aborto em Londres e em outras partes da Inglaterra, pensam da mesma maneira que eu. Mas devemos ser homens de ciência e não homens de emoção. Devemos ver através do nevoeiro do sentimentalismo. A vida humana é uma coisa que pode ser controlada, condicionada e destruída como qualquer máquina. O Sr. não é químico, é?`
`Não, respondeu Litchfield.
`É uma pena. Gostaria de falar com o seu químico. O Sr. diz que quer os fetos para fazer sabonetes, cosméticos, mas eles podem ser empregados de maneira muito mais útil`.
`Qual seria a outra utilidade?`
Acho que não vale a pena falar do assunto com alguém que não é químico. Mas há uma maneira muito especial..., muito proveitosa, muito rendosa... e poderia beneficiar nos, a nós dois.
Litchfield prometeu: `Direi a meu químico que venha falar com o Sr.`
`Sim, por favor. Então poderemos fazer uma espécie de contrato. Será provavelmente uma espécie de contrato entre cavalheiros. Eu fiz assim com a outra firma. Agora, nem uma palavra com ninguém, por favor. Temos que ser muito, muito discretos. Depois falaremos de dinheiro, e os lucros serão mútuos. Seremos amigos? Espero que sim`.
A única resposta apropriada ao que acabáramos de ouvir, era irmos embora o mais depressa possível. Não voltamos lá com o químico. Tínhamos informações suficientes sobre os subterfúgios e a corrupção desse “homem” (pp. 150-154).
Estas palavras dispensam comentários. Lembram a persistência da filosofia de Adolf Hitler e dos arautos do racismo e do genocídio até nossos dias. Mesmo sem campos de concentração, em sociedade dita `liberal` como a inglesa, se pratica o extermínio do ser humano para satisfazer à ambição de alguns poucos... ambição que não é propriamente política, mas, sim, econômica e lucrativa; o dinheiro é colocado acima da pessoa humana, na escala dos valores! É necessário que o público conheça essa realidade tanto mais nociva quanto mais sorrateira ela é!
Abortos até na hora do parto
Fiz aborto em mulheres que já estavam realmente em trabalho de parto. As contrações já tinham começado e faltavam apenas alguns minutos para a criança nascer naturalmente. O Sr. sabe que a lei americana estatui que o aborto pode ser feito até a hora do parto. Entrei em salas de parto e tirei crianças de mães enquanto seus maridos andavam de um lado para outro, do lado de fora, nos corredores, preocupados em saber se a criança seria menino ou menina. Enquanto seguravam nervosamente um ramalhete de flores e enxugavam o suor da testa, cansados pelo estado de excitação emocional, nós estávamos jogando o seu filho no incinerador. Isto é o resultado da mentalidade abortista. Não se vê a criança de outro modo: ela não passa de uma matéria-prima. Fica se de tal modo condicionado que a criança se torna um objeto inanimado, um artigo que deve ser negociado, como uma pedra preciosa. Quer se e faz se tudo para que não escape.
Naturalmente, tínhamos muitas enfermeiras a nosso serviço, e, assim que uma mulher entrava na Maternidade, começava a propaganda. `Você sabe, querida, dá muita dor de cabeça educar uma criança, é um trabalho terrível. É muito cansativo e não é bom nem mesmo para a criança...` A mulher fica exposta a este tipo de assalto desde o momento em que entra, e naturalmente este é o momento em que ela é mais vulnerável` (p. 176s).
Um artigo sobre o assunto foi publicado na Folha de São Paulo - Sexta-Feira, 11 de abril de 2008 - Página E19.
terça-feira, 31 de março de 2009
Edward Green, Harvard especialista em Aids dá razão para Bento XVI
Como o Santo Papa vem sendo vítima de numerosos ataques do mundo todo, tornou-se pertinente a colocação deste cientista para o mundo.
Por isso resolvi traduzir a matéria mexicana e publicar aqui.
Boa leitura.
Edward Green diz que a campanha dos preservativos provoca uma maior taxa de infecção "encobre a realidade dos interesses multinacionais, agências internacionais e governos".
Edward Green, o maior especialista em AIDS da Universidade de Harvard, afirma que existe "uma relação entre uma maior disponibilidade de preservativos e uma maior taxa de contágios de AIDS".Desta forma o cientista descreve as palavras de Bento XVI no avião que o levou aos Camarões que "afirmou a postura da Igreja de que o problema da AIDS não pode ser resolvido simplesmente com a distribuição de preservativos: ao contrário existe o risco de aumentar o problema".
Em uma entrevista ao "El National Review Online", Green que não se declara católico e nem contrário ao preservativo afirma: "O Papa tem razão". Nossos melhores estudos mostram uma relação consistente entre uma maior disponibilidade de preservativos e uma maior (não menor) taxa de contágios de Aids.
Deste jeito o cientista, diretor do "Projeto de Investigação de Prevenção da AIDS" de Harvard, tem constatado que "as evidencias que temos apoiam seus comentários (do Papa). Não podemos associar um maior uso de preservativos com uma menor taxa de AIDS".
O especialista alerta sobre a causa deste fenómeno o especialista alerta sobre a causa deste fenómeno com o conhecido "comportamento promiscuo": "Quando se usa alguma tecnologia, para reduzir um risco, como o preservativo, muitas vezes se perde os benefícios assumindo um maior risco do que se não usasse essa tecnologia".
As palavras de Green e portanto as palavras do Santo Papa remetem a obviedade sobre o contágio e a enfermidade do HIV. Sem embaraço porta vozes de governos como da Alemanha, França e Espanha criticaram a posição da Igreja e as palavras do Papa Bento XIV.
Edward Green é um antropólogo com mas de 30 anos de experiência em países em desenvolvimento, investigação, comunicação e mudança de comportamento e educação para a saúde. Sua experiência inclusive em AIDS e DST, planejamento familiar, atenção primordial a saúde materna e saúde infantil e os programas de câncer.
Tem publicado cinco livros e é autor de mais de 250 estudos e informações técnicas.
Em pouco tempo publicará "Aids e ideologia" onde denuncia como a industria recebe milhões de dólares para a promoção e uso de preservativos, medicamentos e tratamentos de AIDS e onde afirma que a mudança de comportamento é a solução.
Estatísticas exageradas para receber mais fundos
O programa da ONU sobre HIV e AIDS (ONUSIDA) admitiu em Janeiro passado ter inflado as cifras de infectados de AIDS no mundo depois que os doutores Edward Green, Daniel Halperin e James Chin apontaram evidencias cientificas.
Os pesquisadores tem confirmado que esta estratégia teria beneficiado a industria da AIDS que constantemente solicita mais fundos.
James Chin foi chefe do programa da AIDS da Organização Mundial da Saúde (OMS) entre 1987 e 1997 e os doutores Edward Green e Daniel Halperin são antigos membros da Agência Americana para o desenvolvimento internacional e para a Aids (USAID).
O jornal "The Washington Post" afirma em uma noticia que os cientistas "acumularam e publicaram boa parte das evidencias que eventualmente forçaram a ONU a admitir publicamente os sérios erros em seus números sobre a AIDS".
O doutor Chin afirma que apesar das modificações os números seguem sendo elevados. O virologista afirma que no mundo existem 25 milhões de infectados de AIDS enquanto a ONU sustenta que são mais de 33 milhões.
A especialista Helen Epstein, autora de um recente e polêmico livro sobre a luta contra a AIDS afirmou em declaração ao "The Washington Post" que na ONU havia "uma tendência ao alarmismo", que talvez, segundo Epstein, "encaixa com certa agenda para arrecadar fundos".
O diagnostico manipulado da AIDS
Na África o diagnostico da AIDS a um paciente se realiza através de observação de sintomas de baixas defesas, doenças oportunistas, etc. Este tipo de diagnostico é todo impreciso. Multidões de especialistas e cientistas tem denunciado que através desta prática se diagnostica como AIDS o que simplesmente é causado pela fome.
Isto constitui uma estratégia manipuladora para mudar o nome dos problemas. Se tem feito passar por este drama da AIDS o que é fome no Terceiro Mundo vitimas de um capitalismo selvagem. Esta estratégia gera milhões de investimentos públicos que barateiam os medicamentos e beneficiam aos grandes grupos farmacêuticos.
O modelo da luta contra a AIDS na África tem foco no Ocidente através do envio de fármacos e a distribuição de preservativos frente a uma educação sexual integral e as melhoras sanitárias e alimentares da população.
O modelo de Uganda, tem mais êxito
Edward Green opina que o modelo na luta contra a AIDS segue sendo o escolhido pela Uganda que nos anos 80 iniciou uma campanha que fomentava a monogamia entre parceiros com o lema "fique com seu parceiro e seja fiel". Green constata como no país africano os programas "tem tentado modificar os comportamentos sexuais a um nível mais profundo".
Segundo a OMS, Uganda teve o decréscimo espetácular de infectados pela AIDS e já passou de 1100000 doentes em 2001 a 940000 em 2007, mas se constatarmos a percentagem dos últimos 17 anos passa de quase 14% de infectados para 5,4%. Na África, Uganda consta de um contingente numeroso de cristãos em sua população e não tem baseado sua estratégia de luta contra a AIDS no uso do preservativo e sim do resgate da família tradicional africana.
"Os programas patrocinados pelos mais importantes doadores não tem promovido a monogamia, nem sequer a redução de diferentes parceiros. É difícil entender porque", sustenta Green e acrescenta: "Imagine que se puserem sobre a mesa 15 milhões de dólares para lutar contra o câncer de pulmão. Sem duvida teríamos que estudar o comportamento dos fumantes: conselhos para deixar de fumar, ou ao menos reduzir os cigarros ao dia".
O Papa enfatiza que a monogamia é a melhor resposta a AIDS na África,o qual constata Green quando afirma que "nossas investigações mostram que a redução do número de parceiros sexuais é a mais importante mudança de comportamento associado a redução das taxas de contágio de AIDS".
Ao mesmo tempo a ONU reconheceu este mês de Março que "o início mais tardio da vida sexual e a fidelidade entre parceiros" são parte de ações preventivas para evitar o contágio do vírus do HIV. O órgão insistiu no uso do preservativo embora constate que "não existem fórmulas mágicas" pelo que admitiu a necessidade de tomar em conta "padrões de conduta" como a fidelidade e o início tardio das relações sexuais.
As listas reconhecidas como as mais confiáveis na hora da prevenção do contágio da AIDS são as divulgadas pela OMS e a antiga administração BUSH conhecida como o "ABC" (Abstinence, Being faithful and using Condoms - Abstinência, ser fiel e usar Camisinha), isto fez eco na revista cientifica The Lancet em 2004.
As falhas do preservativo
O Hospital de Badalona da comarca de Barcelona, é pioneiro na Espanha em repartir pílulas do dia seguinte, confirmando dados do Hospital do Mar da Barcelona que explicavam que em 80% das usuárias da pílula admitiam haver sofrido falhas no uso do preservativo.
No Hospital do Mar de Barcelona 7 de cada 10 mulheres que pediram a pílula do dia seguinte entre 1994 e 2002 reconheceram que havia "rompido o preservativo".
Miquel Ángel Checa do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do centro sanitário publicou um estudo reconhecendo estes dados na publicação Contracepção, que das 5656 mulheres que pediram a pílula do dia seguinte, 4524 explicaram que o preservativo falhou.
Os famosos e as campanhas
As campanhas contra a AIDS através de preservativo que promovem as administrações e os organismos internacionais são uma vitrine mundial para que os famosos encontrem um canal de promoção e publicidade. Atores de Hollywood, jogadores de futebol, cantores e políticos percorrem ao continente africano tirando fotos em campanhas promocionais não somente contra a luta da AIDS.
Recentemente a ONU elegeu o jogador de futebol do Arsenal, Emmanuel Adebayor do Togo para "combater a epidemia da AIDS" como embaixador da AIDS na África para concientizar aos jovens africanos. A ONU afirma que "estrelas do esporte como Emmanuel Adebayor são excelentes modelos de comportamento para o grupo demográfico de jovens entre 15 e 24 anos, que são a melhor esperança para deter o avanço da epidemia".
Adebayor fará parceria com o alemão Michael Ballack jogador do Chelsea com o que protagonizou uma disputa na Carling Cup duas temporadas atrás. A ONU não tem considerado que este feito seja impedimento para representar a boa vontade no continente negro.
Outros famosos que colaboram com as nações unidas em campanhas para prevenir a propagação do vírus são a atriz Naomi Watts, a princesa Estefania de Monaco e o ator Rupert Everest, entre outros.
O tratamento da AIDS por parte dos governos e dos órgãos internacionais reflete um processo de mascaração que convergem para os interesses das multinacionais e das famosas campanhas de pobreza. Do qual não se deve deduzir que o preservativo seja inutil e sim que só ele não soluciona o problemado vírus da AIDS e sim pode aumenta-lo, que é o que disse Bento xvi em sua visita pastoral a África.
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domingo, 29 de março de 2009
A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PEQUENO POLEGAR
(*) Artigo do Prof. Jerôme Lejeune (o pesquisador francês que identificou a origem genética da chamada Síndrome de Down) publicado sob este título em Laissez-les vivre, Éd. Pierre Lethielleux, Paris, 1975, págs. 17-29.

Quem foi o Dr. Jérôme Lejeune?
Doutor Jérôme Jean Louis Marie Lejeune (Montrouge, 1926 — 1994) foi um médico francês, pediatra e professor de genética considerado o pai da genética moderna, Doutor em Ciências, e professor de Genética Fundamental. Por sua descoberta da causa genética da "Síndrome de Down", recebeu o Prêmio Kennedy. Recebeu também a "Memorial Allen Award Medal", a mais alta distinção
mundial no campo da Genética.
O Dr. Lejeune foi membro de várias academias científicas, entre as quais: Academia Americana de Artes e Ciências, Real Academia de Medicina, Real Sociedade de Ciências de Estocolmo, Academias de Ciências da Itália e da Argentina, Pontifícia Academia de Ciências, Instituto Francês de Ciências Morais e Políticas, e Academia Francesa de Medicina.
O Dr. Lejeune chamou a atenção do mundo inteiro para um fato que, na verdade, já se sabe há décadas: que já existe um ser humano desde a primeira célula, o óvulo fecundado.Chefe da unidade de citogenética do Hospital Necker - Enfants Malades, em Paris, Jérôme Lejeune conquistou uma reputação mundial é nomeado em seguida "expert" internacional pela França.
Hoje existe uma fundação que leva seu nome: Fundação Jérôme Lejeune
Frases do Dr. Jérôme Lejeune:
"Não há diferença entre a pessoa que você
era no momento da fecundação do óvulo de
sua mãe e a pessoa que você é hoje. Desde a
concepção, você é um ser humano."
"Se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia tornar-se um, pois nada é acrescentado a ele."
"Penso pessoalmente que diante de um feto que corre um risco, não há outra solução senão deixá-lo correr esse risco. Porque, se se mata, transforma-se o risco de 50% em 100% e não se poderá salvar em caso nenhum. Um feto é um paciente, e a medicina é feita para curar... Toda a discussão técnica, moral ou jurídica é supérflua: é preciso simplesmente escolher entre a medicina que cura e a medicina que mata".
"A sociedade não tem que lutar contra a doença, suprimindo o doente."
"Um único critério mede a qualidade de uma civilização: o respeito que ela prodiga aos mais fracos de seus membros. Uma sociedade que esquece isso está ameaçada de destruição. A civilização consiste, muito exactamente, em fornecer aos homens o que a natureza não lhes deu. Quando uma sociedade não admite os deserdados, ela vira as costas à civilização"
"Logo que os 23 cromossomas paternos trazidos pelos espermatozóide e os 23 cromossomas maternos trazidos pelo óvulo se unem, toda a informação necessária e suficiente para a constituição genética do novo ser humano se encontra reunida".
"O facto de que a criança se desenvolve em seguida durante 9 meses no seio de sua mãe, em nada modifica a sua condição humana."
"Assim que é concebido, um homem é um homem".
"Não quero repetir o óbvio, mas na verdade, a vida começa na fecundação. Quando os 23 cromossomas masculinos se encontram com os 23 cromossomas femininos, todos os dados genéticos que definem o novo ser humano já estão presentes. A fecundação é o marco da vida"
"...Se logo no início, justamente depois da concepção, dias antes da implantação, retirássemos uma só célula do pequeno ser individual, ainda com aspecto de amora, poderíamos cultivá-la e examinar os seus cromossomas. E se um estudante, olhando-a ao microscópio não pudesse reconhecer o número, a forma e o padrão das bandas desses cromossomas, e não pudesse dizer, sem vacilações, se procede de um chimpanzé ou de um ser humano, seria reprovado. Aceitar o facto de que, depois da fertilização, um novo ser humano começou a existir não é uma questão de gosto ou de opinião.
A natureza humana do ser humano, desde a sua concepção até à sua velhice não é uma disputa metafísica. É uma simples evidência experimental."
"No princípio do ser há uma mensagem, essa mensagem contém a vida e essa mensagem é uma vida humana".
I. O PRINCÍPIO DO SER HUMANO
A CÉLULA ORIGINAL E O GRAVADOR
A transmissão da vida é um facto paradoxal.
Por um lado, sabemos com certeza que o laço que une os pais aos filhos é material, já que o novo ser surgirá do encontro de duas células, o óvulo da mãe e o espermatozóide do pai.
Mas, por outro, sabemos com igual certeza que nenhuma das moléculas, nenhum dos átomos que constituem a célula originária tem a menor possibilidade de ser transmitido, tal qual é, à geração seguinte. Torna-se óbvio, portanto, que o que se transmite não é a matéria dos pais, mas uma determinada modificação desta; ou, mais exactamente, uma forma.
Mesmo sem evocarmos o complexo mecanismo das macromoléculas codificadas que são os vectores da herança, este paradoxo desaparece se observarmos que é comum a todos os processos de reprodução, naturais ou inventados.
Uma estátua, por exemplo, requer um substrato material, de bronze, mármore ou barro. Durante a reprodução, existe em cada instante uma contiguidade de matéria entre a estátua e o molde, ou entre o molde e a réplica. O que se reproduz, porém, não é o material, que pode variar segundo a vontade do fundidor, mas exactamente a forma dada à matéria pelo génio do escultor.
A reprodução dos seres vivos é, certamente, muito mais delicada que a de uma forma inanimada, mas segue o mesmo caminho, como no-lo demonstra um exemplo corrente.
Na fita cassette é possível gravar, por meio de minúsculas modificações de imantação, uma série de sinais que correspondem, por exemplo, à execução de uma sinfonia. Essa fita, colocada num aparelho, reproduzirá a sinfonia, embora nem o gravador nem a fita contenham os instrumentos ou mesmo a partitura.
É de uma maneira semelhante que se reproduz o organismo vivo. A fita de gravação é incrivelmente ténue, pois está representada pela molécula de DNA, cuja pequenez confunde a inteligência. Para fazermos uma ideia, se se reunisse num mesmo ponto o conjunto das moléculas de DNA que especificassem todas e cada uma das qualidades físicas dos seis bilhões de homens que existem neste planeta, essa quantidade de matéria caberia facilmente dentro de um dedal.
A célula original do ser humano é semelhante ao gravador com a fita. Mal o mecanismo se põe em funcionamento, a vida humana desenvolve-se de acordo com o seu próprio programa, e se o nosso organismo é efectivamente um aglomerado de matéria animado por uma natureza humana, isso se deve a esta informação primitiva, e somente a ela. O facto de o ser humano dever desenvolver-se no seio do organismo materno durante os seus nove primeiros meses não modifica em nada este facto.
Para a mais estrita análise biológica, o princípio do ser remonta à fecundação, e toda a existência, desde as primeiras divisões celulares até à morte, não é senão a ampliação do tema originário.
A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PEQUENO POLEGAR
A primeira célula que se divide activamente, esse primeiro conglomerado celular em incessante organização, a pequena mórula que vai aninhar-se na parede uterina - será já um ser humano diferente da sua mãe?
Sim. Não somente a sua individualidade genética já está estabelecida, como acabamos de ver, mas este minúsculo embrião, no sexto ou sétimo dia da sua vida, com um tamanho de um milímetro e meio apenas, é já capaz de presidir ao seu próprio destino. É ele, e somente ele, quem por uma mensagem química estimula o funcionamento do corpo amarelo do ovário e suspende o ciclo menstrual da sua mãe. Obriga assim a mãe a protegê-lo; faz já dela o que quer, e continuará a fazê-lo daí por diante.
Quinze dias após a suspensão das regras, quer dizer, na idade real de um mês (já que a fecundação não pode ocorrer senão no 15º dia do ciclo), o ser humano mede quatro milímetros e meio. O seu minúsculo coração palpita já há uma semana, e estão esboçados os seus braços, pés, cabeça e cérebro.
Sessenta dias depois, mede, da cabeça às nádegas, uns três centímetros. Caberia, dobrado, numa casca de noz. No interior de um punho fechado seria invisível, e este punho poderia esmagá-lo, num descuido, sem sequer o perceber.
Mas abri a mão, e vereis que está quase terminado: mãos, pés, cabeça, órgãos, tudo está no seu lugar e só tem que desenvolver-se. Olhai mais de perto, e podereis ler-lhe as linhas da mão e dizer-lhe a sina. E mais de perto ainda, com um microscópio comum, podereis decifrar as suas impressões digitais. Ali está tudo o que é necessário para estabelecer a sua carteira de identidade. O sexo parece ainda mal definido, mas olhai muito de perto a glândula genital: evolui já como um testículo, se é um menino, ou como um ovário, se é uma menina.
O incrível Pequeno Polegar, o homem mais pequeno que o polegar, existe realmente; não o da lenda, mas aquele que foi cada um de nós.
Mas após dois meses funciona já o sistema nervoso? Sim. Se lhe roçarmos o lábio superior com um cabelo, o feto mexe os braços, o corpo e a cabeça com um movimento de fuga.
Aos três meses, se lhe tocarmos o lábio superior, volta a cabeça, pestaneja, franze as sobrancelhas, aperta os punhos e os lábios; depois sorri, abre a boca e consola-se com um trago de líquido amniótico. Às vezes, nada vigorosamente na sua bolsa amniótica e revira-se num segundo!
Aos quatro meses, mexe-se com tanta vivacidade que a mãe sente os seus movimentos. Graças à ausência quase total de gravidade na sua cápsula de cosmonauta, dá numerosas voltas, actos que demorará anos a realizar de novo ao ar livre.
Aos cinco meses, agarra fortemente o minúsculo bastonete que se lhe põe na mão e começa a chupar o polegar esperando a libertação. É verdade que a maior parte das crianças nasce aos nove meses. Mas está já perfeitamente desenvolvida aos cinco.
A cada dia a ciência nos descobre um pouco mais acerca desta maravilha da existência oculta, deste mundo formigante de vida dos homens minúsculos, mais encantador ainda que o dos contos de fadas. Pois os contos foram inventados com base nesta história verdadeira, e se as aventuras do Pequeno Polegar encantaram sempre a infância, é porque todas as crianças, e todos os adultos em que elas se converteram, foram um dia um Pequeno Polegar no seio de sua mãe.
QUANDO ESTÁ TERMINADO O HOMEM?
Resta ver a qualidade mais especificamente humana, aquela que distingue o homem de todos os animais, a inteligência. Quando aparece? Aos seis dias, aos seis meses, aos seis anos ou mais tarde?
Responder com uma só palavra não teria sentido algum; mas podemos, sim, distinguir as etapas do órgão da inteligência, que é acessível à observação.
O cérebro está no seu lugar passados dois meses, mas serão necessários os nove meses completos para que se constituam totalmente os seus dez milhões de células. Na criança que nasce, está então acabado o cérebro? Não. As inúmeras conexões que unem cada célula, por milhares de contactos, a todas as outras, não se estabelecerão totalmente senão aos seis ou sete anos de idade - o que corresponde à idade da razão.
E esta complicada teia de circuitos não poderá desenvolver a sua plena potência senão quando o seu mecanismo químico e eléctrico estiver suficientemente rodado, isto é, aos quinze ou dezasseis anos, idade da plenitude da inteligência abstracta. Isto é tão certo que, passada essa idade, os especialistas em psicometria começam a preocupar-se com os estudantes, já que o inevitável envelhecimento começa aos vinte.
E que dizer das inexplicáveis modificações que, em cada dia, o próprio exercício do pensamento necessariamente acarreta? Quantas destas minúsculas rectificações químicas ou anatómicas nesta imensa rede pensante são necessárias para definir finalmente o carácter, a experiência, ou o prémio de consolação que nos outorga o tempo passado? Quanto tempo é necessário para fazer um homem?
Napoleão dizia que são precisos vinte anos. Um filósofo diria: pelo menos uma vida inteira... e depois a eternidade, acrescenta o cristão, unindo-se desta forma ao tempo do biólogo.
Através do longo rodeio de uma paciente observação, o médico volta a descobrir uma verdade evidente que a linguagem comum reconheceu sempre: o homem nunca está terminado.
Terminado o Pequeno Polegar que se faz criança de peito? Terminado o escolar que se faz adulto? E o próprio adulto estará terminado, quando persiste ainda no seu próprio devir? Dizer que um homem está "terminado" não é a condenação mais grave? Quando recebe o golpe de graça, não se diz que o "acabaram"?
Só se pode julgar aquilo que já se realizou, com base nas provas produzidas; e o julgamento conduz à sanção: recompensa ou castigo, conforme o exija a
justiça. Mas quem pode arrogar-se o direito de julgar a própria inocência?
Condenar um feto pelo futuro, é deixar de ver que o homem está já aí, e que só lhe falta acordar. No coma profundo ou sob anestesia geral, o acidentado não pensa; está inerte e insensível. Por que motivo, durante esta suspensão de toda a actividade mental, a sua vida é sagrada? Porque esperamos o seu despertar.
Pretender que o sono da existência obscura no seio da mãe não é o sono de um homem é um erro de método. Pois se todos os raciocínios não podem comover, se toda a biologia moderna parece insuficiente, se até se rejeitassem átomos e moléculas, e se mesmo tudo isso não pudesse convencer-nos, um só facto o poderia. Basta que esperemos algum tempo.
Isso que tomais por uma mórula informe dir-vos-á um dia o que era, convertendo-se, como vós mesmos, num homem.
E a experiência é fiel. Nada de parecido aconteceria se tivéssemos predito um acontecimento semelhante a propósito de um tumor ou mesmo de um óvulo de chimpanzé.
Confira outra matéria do Dr. Lejeune: Quando começa a vida humana?
Quando começa a vida humana?
Diante da incapacidade ou da falta de boa vontade de alguns reconhecerem a vida desde o início na fecundação, colhi este artigo para sua apreciação e futura reflexão.
Doutor Jérôme Jean Louis Marie Lejeune (Montrouge, 1926 — 1994) foi um médico francês, pediatra e professor de genética considerado o pai da genética moderna, Doutor em Ciências, e professor de Genética Fundamental. Por sua descoberta da causa genética da "Síndrome de Down", recebeu o Prêmio Kennedy. Recebeu também a "Memorial Allen Award Medal", a mais alta distinção
mundial no campo da Genética.
O Dr. Lejeune foi membro de várias academias científicas, entre as quais: Academia Americana de Artes e Ciências, Real Academia de Medicina, Real Sociedade de Ciências de Estocolmo, Academias de Ciências da Itália e da Argentina, Pontifícia Academia de Ciências, Instituto Francês de Ciências Morais e Políticas, e Academia Francesa de Medicina.
O Dr. Lejeune chamou a atenção do mundo inteiro para um fato que, na verdade, já se sabe há decadas: que já existe um ser humano desde a primeira célula, o óvulo fecundado.Chefe da unidade de citogenética do Hospital Necker - Enfants Malades, em Paris, Jérôme Lejeune conquistou uma reputação mundial é nomeado em seguida "expert" internacional pela França.
“Não há diferença entre a pessoa que você
era no momento da fecundação do óvulo de
sua mãe e a pessoa que você é hoje. Desde a
concepção, você é um ser humano”.
Dr. Jérôme Lejeune - Fundação Jérôme Lejeune
Segundo Dr. Jérôme, há fatos incontestáveis que comprovam o início da vida humana
especializadas, denominadas gametas: o oócito e o espermatozóide.
Segundo: Uma conseqüência da fusão dessas duas células é que elas perdem a capacidade de operar independentemente uma da outra, passando a trabalhar como uma unidade chamada zigoto ou embrião unicelular. É no momento exato da fusão dos gametas, que o número cromossômico da espécie é recomposto (46 cromossomos), possuindo o zigoto a informação genética que ditará seu desenvolvimento rigorosamente orientado como um novo sistema, regulando sua própria duplicação e todas as suas características fenotípicas futuras.
Terceiro: Os genes começam a transcrever suas informações (a sintetizar RNA mensageiro a partir do DNA) logo após a fertilização. A ativação de genes no embrião ocorre antes da primeira divisão celular, que se dá 15 a 20 horas após a fertilização. O zigoto, por tanto começa a existir a operar como uma unidade, desde o momento da fecundação.
Quarto: O zigoto possui um genoma (conjunto gênico) absolutamente único, que lhe confere uma identidade biológica. Cada embrião é uma combinação gênica singular. Nunca ocorreu nem ocorrerá outro genoma igual.
Quinto: O embrião tem uma vida intensíssima, por representar um período do desenvolvimento humano em que as taxas de divisão celular são constantes.
Palavras do Dr. Lejeune
Os defensores do aborto dizem que o feto na barriga da mãe, especialmente nas primeiras semanas de gravidez, ainda não é uma pessoa, ainda não vive. Isso é uma distorção da verdade científica. Sem querer repetir o óbvio, a vida começa na fecundação. Quando os 23 cromossomos masculinos transportados pelo espermatozóide se encontram com os 23 cromossomos da mulher, todos os dados genéticos que definem o novo ser humano já estão presentes. A fecundação
é o marco do início da vida. Daí para frente, qualquer método artificial para destruí-la é um assassinato. O que diferencia a matéria animada da matéria inanimada é a presença de longas moléculas de DNA que contêm uma mensagem. Essa mensagem é a própria vida. Se esta mensagem é uma mensagem humana, essa vida é uma vida humana.
O homem é o único ser neste planeta que sabe que existe uma relação natural entre o ato sexual e a procriação. O mais astuto chimpanzé nunca saberá que existe uma relação entre o fato de cruzar com sua mona e a aparição, nove meses depois, de um macaquinho parecido com ele. Ele não é capaz de compreender essa relação. O ser humano sempre entendeu isso. Daí, se poder concluir, que o comportamento sexual do homem é certamente o que mais se distingüe do
comportamento sexual dos demais seres vivos, porque somente o homem sabe que as crianças são o fruto do amor.
Portanto, no comportamento sexual, separar o prazer e o amor da reprodução e, por conseqüência, do filho, é um erro de método. Isso pode ser resumido assim:
- A pílula significa ‘fazer amor’ sem fazer filho.
- A fecundação extracorpórea significa fazer filho sem ‘fazer amor’.
- O aborto significa desfazer o filho.
- A pornografia ou a promiscuidade significa desfazer o amor.
Nada disso é compatível com a dignidade humana". A partir da fusão dos dois gametas, uma nova célula humana, com uma nova estrutura de informação, começa a operar como uma unidade individual, tendendo à completa expressão de sua dotação genética. Esta nova célula não é, absolutamente, parte de um organismo, seja do pai, da mãe, ou do novo indivíduo, mas já é o próprio indivíduo todo, precisamente em fase de embrião.
O ser humano deve ser respeitado e tratado como pessoa, desde a sua concepção, pois, a partir
do momento em que o óvulo é fecundado, inicia-se uma nova vida, que não é aquela do pai ou da mãe, e sim a de um novo ser humano, que se desenvolve por conta própria, sendo dependente do ambiente intra-uterino, da mesma forma que somos dependentes do oxigênio para viver. Biologicamente, cada ser humano é um evento genético único, que não mais se repetirá.
Perguntas feitas ao Dr. Lejeune no Auditório Petrônio Portella, Senado Federal, Brasília, em 27 de Agosto de 1991.
1. O número de abortos diminuiu com a legalização do aborto em seus país?
Naturalmente não. A autorização de um ato antes
proibido não diminui o número de infrações. Nunca
entendi como se imaginar uma redução do número de
abortos após a legalização. Isso não aconteceu em
nenhum país do mundo.
2. O senhor aceita o aborto em alguma circunstância?
Não vejo qualquer circunstância que justifique matar
um inocente e, se não me engano, no Brasil não existe a
pena de morte para os culpados. Se não há pena de mor te
para os culpados, não vejo razão para se instituir uma
pena de morte para os inocentes.
3. O professor aceita a tese de que o aborto e a esterilização fazem parte de um plano neomalthusiano voltado não exclusivamente, mas principalmente, para o Terceiro Mundo?
Sim, isso é muito claro.
4. O senhor é contra o aborto quando uma mulher engravida no ato de um estupro?
O estupro é um crime, mas não cometido pela
criança. Quem deveria ser castigado é aquele que
cometeu o estupro.
É muito raro uma mulher engravidar em decorrência
de um estupro. Contudo, a gravidez pode ocorrer. Então,
quando acontece, trata-se de uma questão que deveria
ser resolvida pelo Estado. O Estado, se fosse
verdadeiramente civilizado, deveria dizer: "O homem que
gerou essa criança não é digno de ser reconhecido como
pai. Por conseguinte, a criança que foi concebida é órfã
no sentido legal". Assim, essa criança deveria ser
adotada pelo Estado, para que a mulher estuprada
pudesse ver seu filho sob a tutela do Estado, pois é
obrigação do Estado proteger as crianças.
"A pílula, a fecundação extracorpórea, o aborto, a pornografia, nada disso é compatível com a dignidade humana”.
5. O senhor acha que a cultura contraceptiva leva ao aborto? É possível demonstrar isso cientificamente, filosoficamente?
Sim, a contracepção (química) leva ao aborto. Tal
afirmativa não é uma opinião, é um fato estatístico. Em
todos os países em que se votou a lei do aborto, 20% das
mulheres em idade fértil tomavam pílulas. Isso aconteceu
na França, na Alemanha na Espanha, na Itália, na
Dinamarca, na Inglaterra, e em todos os países onde
existem dados precisos sobre o uso da pílula e a prática do
aborto.
Parece absurdo porque, em princípio, se uma mulher
toma a pílula, ela não engravidará e, assim, aparentemente,
não irá fazer aborto.
Isso pode ser verdade para as moscas, seria também
assim com as vacas, mas a nossa espécie não se acha
nesse nível, ocorrendo que, em muitos casos, uma
gravidez surge quando se deixa de usar anticoncepcionais.
Existe outro motivo. Aqueles que pretendem legalizar
o aborto procuram fazer com que a sociedade considere as
crianças como “pesos”, como alguém que está “demais”,
para que, então, os parlamentares admitam votar uma lei
permitido matar as crianças, o que é totalmente absurdo.
“Não há diferença entre a pessoa que você
era no momento da fecundação do óvulo de
sua mãe e a pessoa que você é hoje. Desde a
concepção, você é um ser humano”.
"A Genética não pode ser separada da Ética, como a Ética não pode ser separada da Metafísica. É esta que deve dizer o que é um embrião humano. Uma vez comprovado que é pessoa, cabe-lhe o respeito devido a toda pessoa humana". Dr. Alberto Caturelli, Professor da Universidade Nacional de Córdoba, Argentina
Todo ser humano deve ter o direito à vida em todas as fases de sua existência, a partir da concepção, até a mor te natural. O direito à vida é o primeiro e o mais importante de todos os direitos humanos. Negar o direito à vida em alguma fase do desenvolvimento humano significa considerar alguns seres humanos mais importantes do que outros. Que nome damos a isso, senão discriminação, injustiça social, ou eugenia?
Bibliografia:
LEJEUNE, Jérôme. "O Direito de Nascer". In: Veja.
São Paulo, Editora Abril, setembro de 1991, p. 7-10.
- Genética Humana e Espírito. Brasília, editado
pelo Senado Federal, 1992.
THOMPSON, Margaret W., Mc INNES, Roderick R.,
WILLARD, Huntington F. Genética Médica. Rio de Janeiro,
Guanabara Koogan, 6ª edição, 2002.
Consultoria:
Márcia Mattos Gonçalves Pimentel, Doutora em Genética
Humana, Professor Adjunto de Genética na Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Confira mais Matérias de Dr. Lejeune: A verdadeira História do pequeno Polegar
quarta-feira, 25 de março de 2009
Não cometerás adultério
Hoje em dia está na moda a promiscuidade, homens e mulheres usam o termo "ficar" para fugir do compromisso de um namoro sério.
A falta de responsabilidade hoje em dia em diversas áreas da sociedade nos mostra o quanto o mundo sem Deus pode ser triste.
"Jesus nos diz: “Ouvistes o que foi dito: "Não cometerás adultério" (Ex 20,14). Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo malicioso já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,27-28). Portanto o sexto mandamento, não se limita ao adultério, mas também ao desejo, a fornicação e a masturbação.
Este Mandamento ensina-nos a viver a pureza do corpo; isto é, não pecar contra a castidade, por isso no catolicismo a forma catequética do sexto mandamento é essa e não se limita somente ao adultério. Inclui a belíssima aprendizagem do auto domínio, a oração, a mortificação, e vivência dos Sacramentos que por muitas vezes são esquecidas pelos cristãos. A Igreja Católica nos ensina que: “Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia, prostituição e as práticas homossexuais” (Cat. §2356).
O sexo deve ser vivido pelos casais após receberem o Sacramento do matrimônio, pois é só no matrimônio que se tem um compromisso estabelecido. Qualquer uso do sexo fora do matrimônio, é uma falta grave contra este Mandamento da lei de Deus.
O Catecismo da Igreja Católica nos diz que: "Na linha de uma tradição constante, tanto o Magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado" (§2352)
Outro pecado grave contra o sexto Mandamento é a prática homossexual, não a tendência. O Catecismo nos ensina que: “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados” (§2357).
É preciso a conscientização do povo, sobre a gravidade do adultério, que vai contra a instituição da família, causa brigas e até mortes.
Um homem que não respeita e é fiel a sua mulher, não poderá se queixar se amanhã, ela lhe for infiel. Apesar de o "olho por olho" não ser correto, quem errou não pode atirar a pedra em outro que cometeu o mesmo erro.
Se você não quer ser traído, dê o exemplo e não traia.
A fornicação é outro caso grave, pois além do casal não ter um compromisso um com o outro, este não raro leva a gravidez precoce, leva ao aborto e quase sempre nos casos de gravidez leva ao abandono por parte dos parceiros.
A mulher por sua vez abandonada, muitas vezes abandona o filho, ou sobrecarrega os avós pois a idade sendo pouca, a mulher quer sair, fazer farra e se esquece do filho.
A responsabilidade é o melhor remédio, já que se os casados fossem fiéis e os solteiros esperassem o casamento, não haveria mãe solteira, DST, filhos abandonados, enfim o mundo seria outro.
quinta-feira, 19 de março de 2009
A Camisinha diminui o risco de AIDS em 69%
É um absurdo que a mídia engane o povo dessa maneira, enquanto a taxa de infectados no mundo aumenta gritantemente.
Este artigo é um complemento sobre Aids x camisinha
A revista Seleções (dezembro de 1991, pp. 31-33), trouxe um artigo do Dr. Robert C. Noble, condensado de Newsweek de Nova Iorque (1/4/91), que mostra como é ilusória a crença no tal “sexo seguro” com a camisinha.
A pesquisadora Dra. Susan C. Weller, no artigo A Meta-Analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted HIV, publicado na revista Social Science and Medicine, (1993, vol. 36, issue 12, pp. 1635-1644), afirma: “Presta desserviço à população quem estimula a crença de que o condom (camisinha) evitará a transmissão sexual do HIV. O condom não elimina o risco da transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco”.
“As pesquisas indicam que o condom é 87% eficiente na prevenção da gravidez. Quanto aos estudos da transmissão do HIV, indicam que o condom diminui o risco de infecção pelo HIV aproximadamente em 69%, o que é bem menos do que o que normalmente se supõe”.
Pesquisas realizadas pelo Dr. Richard Smith, um especialista americano na transmissão da AIDS, apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e embalagem. Afirma o Dr. Richard que: “O tamanho do vírus HIV da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. Estes pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso” (Richard Smith, The Condom: Is it really safe saxe?, Public Education Commitee, Seattle, EUA, junho de 1991, p. 1-3).
O Dr. Leopoldo Salmaso, médico epidemiologista no Hospital de Pádua, na Itália, afirma que: “O preservativo pode retardar o contágio, mas não acabar com ele”.
A Rubler Chemistry Technology, Washington, D.C., junho de 1992, afirma que: “Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS”.
Publicação: 05/02/2007
Falhas da Camisinha
PERCENTAGEM DE FALHA DA CAMISINHA PARA EVITAR A GRAVIDEZ:
(Percentagem de falha: fonte)
a) 9.8-18.5%: Harlap et al. “Preventig Pregnancy, Protecting Health” Alan Guttmacher Institute, 1991, p.35.
b) 14-16%: Jones Forrest. “Contraceptive Failure in the United States” Family Planning Perspectives 21(3): 103-109. 1989.
c) 12%: U.S. Dept. HHS. “Your Contraceptive Choices For Now, For later”, Family Life Information Exchange, Bethesda, MD.
d) 18.4%: Mulher menor de 18 no primeiro ano de uso do preservativo. Grady et al. “Contraceptive Failure in the U.S.” Family Plannig Perspectives 18(5): 204-207. 1986.
e) 10-20%: McCoy Wibblesman. The New Teenage Body Book. The Body Press, Los Angeles, 1987, p.210.
f) 10%: Seligman Gesnell. “A Warning to Women on AIDS” Newsweek, 31 de agosto, 1987, p.12.
g) 3-15%: Kolata. “Birth Control” New York Times Health, 12 de janeiro, 1989.
Se se considera que a mulher é fértil de 6 a 10 dias por ciclo, a percentagem de falha é de 21-36%.
ÍNDICE DE FALHA DO PRESERVATIVO EM HOMOSEXUAIS:
a) 26%: 11% se rompe, 15% se solta. Wegersna Oud. “Safety and Acceptability of Condoms for Use by Homosexual Man as a Prophylactic Against Transmission of HIV During Anogenital Sexual Intercourse”. British Medical Journal. 11 de julio, 1987, p.94.
b) 30%: Pollner. “Experts Hedge on Condom Value” Medical World News, 28 de agosto, 1988, p.60.
PERCENTAGEM DE FALHA DO PRESERVATIVO EM USUÁRIOS HABITUAIS:
a) 10%: 1/10 esposas de portadores de HIV que reportam o uso habitual do preservativo ficaram infectadas. Fischl. “Evaluation of Heterosexual Partners, Children and Household Contacts of Adults with AIDS” Journal of the American Medical Association 257: 640-644, 1987.
b) 17%: Goerdent. “What Is Safe Sex?” New England Journal of Medicine.316 (21): 1339-1342, 1987.
IMPACTO DA ESTRATÉGIA NOS ADOLESCENTES, SEGUNDO OLSEN WEED, INSTITUTO DE PESQUISA E AVALIAÇÃO, SALT LAKE CITY:
a) Aumento de 50-120 gravidezes/1000 atendidas em programas de “Educacion anticonceptiva” aumenta a freqüência de sexo em adolescentes.
b) Em 14 anos: aumento de 1.5%. Em nenhuma clínica se obtiveram menores índices de gravidez.
PERCENTAGEM DE MULHERES MENORES DE 18 ANOS QUE FICARAM GRÁVIDAS DURANTE O PRIMEIRO ANO DE USO DE ANTICONCEPTIVOS, SEGUNDO O MÉTODO:
a) Pílula 11,0%; DIU 10,5%; Preservativo 18,4%; Espermicidas 34,0%; Diafragma 31,6% (Grady. “Contraceptive Failure in the U.S.” Family Planning Perspectives 28(5): 207, 1986). - Os adolescentes são os piores usuários do preservativo: 83% dos adolescentes entre os 14 e 15 anos informam que sua primeira experiência sexual foi inesperada.
b) Usuários ocasionais: 21% porque foi inesperado, 39% “não tiveram tempo”, ou não quiseram usar. (Harris. Conduzido por IPPF, 1986).
Se a “camisinha” falha para prevenir a AIDS em 10% e se expõem ao perigo 100.000 adolescentes, temos 10.000 infectados. Se a propaganda para o uso do preservativo aumenta o índice de atividade sexual em 15%, se exporão ao perigo 115.000 adolescentes: 11.500 infectados.
A DISTRIBUIÇÃO DE PRESERVATIVOS GERA UM FALSO SENTIDO DE SEGURANÇA:
a) Jovens que crêem que são eficazes: 43% tiveram atividade genital.
b) Os que não crêem que sejam muito eficazes: 30% tiveram (American Teens Speak. 1986).
A CAMPANHA PRÓ-CAMISINHA AUMENTA A PRESSÃO SOCIAL SOBRE OS JOVENS PARA TER SEXO E AS POSSIBILIDADES DE CONTÁGIO. ASSIM AFIRMA UMA PESQUISA FEITA A JOVENS:
a) 61% dizem que a pressão social é a razão pela qual os meninos não esperam para ter relações sexuais.
b) 80% dos adolescentes sexualmente ativos afirmam que foram “iniciados” muito cedo.
c) 84% das meninas de 16 anos para baixo querem que em suas escolas lhes ensinem a dizer “não” à relação sexual sem ferir os sentimentos da outra pessoa. (The Parents’ Coalition for Responsible Sex Education, Março de 1991).
Conclusão: A informação sobre anticonceptivos e a propaganda de “camisinhas” é ineficaz para reduzir a gravidez na adolescência e o contágio da AIDS.
Fonte: http://www.vidahumana.org/
Publicação: 05/02/2007
As provas científicas das falhas da camisinha
Não existe o tal “sexo seguro”. Infelizmente, até as autoridades públicas enganam os jovens perigosa e irresponsavelmente. Veja as provas científicas claríssimas que mostram que a camisinha não previne 100% o contágio da AIDS.
1 – Do Lexicon (Dicionário) do Vaticano sobre termos ambíguos:
Há muitos estudos publicados que fazem surgir dúvidas fundamentadas em respeito à segurança do uso do preservativo. Jacques Suaudeau, doutor em Medicina, que seguiu de perto o debate e problema da AIDS na África, tem um importante artigo no “Lexicon” cheio de anotações bibliográficas acerca do tema.
Um relatório de grupos que representam 10.000 médicos acusam o «Centre for Disease Control» (CDC) nos Estados Unidos de ocultar a pesquisa do próprio governo, a qual mostrava a «ineficácia dos preservativos para prevenir a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis». Este informe do «Catholic Family and Human Rights Insitut» (um grupo em Nova York que controla os temas da ONU em relação à família e à vida) manifesta além disso que a rejeição do CDC de reconhecer este fato «contribuiu para a epidemia de doenças sexualmente transmissíveis».
2 – FDA – Food and Drugs Administration – Comité que aprova remédios e alimentos para serem consumidos nos EUA:
Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Centro para Dispositivos e Saúde Radiológica, (Center for Devices and Radiological Health) pertencente ao FDA, órgão do governo americano que regula medicamentos, conforme publicado em seu folheto informativo "Condoms and Sexually Trasmitted Diseases ... specially AIDS" que pode ser encontrado em http://www.fda.gov/cdrh/consumer/condom-brochure.pdf diz o seguinte:
“A maneira mais segura de evitar estas doenças (sexualmente transmissíveis) é não praticar o sexo (abstinência). Outra maneira é limitar o sexo a somente um parceiro que também se comprometa a fazer o mesmo (monogamia). As camisinhas não são 100% seguras, mas se usadas devidamente, irão reduzir o risco de doenças sexualmente transmissíveis, inclusive AIDS”.
Isto significa que, em média, três relações sexuais com camisinha têm o risco equivalente a uma relação sem a camisinha. Convenhamos que é um alto risco, já que a AIDS não tem cura. É como uma “roleta russa”.
O presidente da Cruz Vermelha Mexicana, José Barroso Chávez, reabriu o debate no país sobre a eficácia dos preservativos na luta contra a Aids, reconhecendo que não são 100% seguros contra o vírus. Barroso criticou a campanha do governo lançada para combater a doença a partir da distribuição de preservativos. Barroso Chávez explicou que vários estudos científicos em nível internacional provam que em 40% dos casos, os preservativos falham, tornando-se, assim, um método ineficiente para evitar o contágio do vírus HIV e argumentou que todas as campanhas de prevenção da doença deveriam proclamar “a verdade completa e não a mentira” (Cidade do México, 11 fev 1998 – SN).
O descobridor do HIV, Luc Montagnier, disse como deveriam ser as campanhas contra a AIDS: “são necessárias campanhas contra práticas sexuais contrárias à natureza biológica do homem. E, sobretudo, há que educar a juventude contra o risco da promiscuidade e o vagabundeio sexual” (Luc Montagnier. “AIDS Natureza do Vírus”, em Atas da IV Reunião Internacional da AIDS, 1989, p.52.).
“A Food and Drug Administration (FDA) estudou 430 marcas com 102.000 preservativos; 165 fabricadas nos EUA com 38.000 preservativos e 265 marcas estrangeiras com 64.000 preservativos. O resultado da pesquisa verificou que 12% das marcas de estadunidenses e 21% das estrangeiras não tinha um nível suficiente de qualidade”. “Aceitando essa taxa de defeitos, a probabilidade de falha no caso do preservativo seria de 20,8% anual se mantivessem relações uma vez por semana e de 41,6% se fossem duas vezes por semana”.
“Em 1992 o Dr. Ronald F. Carey, pesquisador da FDA, introduziu microesferas de poliestireno do diâmetro do HIV em preservativos que tinham superado positivamente o teste da FDA e os submeteu a variações de pressão similares às que se produzem numa relação sexual: um terço deles perdeu entre 0,4 e 1,6 nanolitros. Numa relação sexual de dois minutos, com um preservativo que perde um nanolitro por segundo, passariam 12.000 vírus de HIV”. Como se observa, a porosidade do látex pode permitir a passagem de milhares de vírus da AIDS, com toda a sua carga mortífera, apenas numa breve relação. Este vírus é 450 vezes menor que o espermatozóide.
O Dr. Ronald F. Carey, pôs a prova 89 preservativos em uma máquina simuladora da relação sexual, e encontrou que pelo menos 29 deixaram passar partículas do tamanho do vírus da AIDS. A falha foi de 33% (Ronald F. Carey, William A. Herman, Stephen M. Retta, Jean E. Rinaldi, Bruce A. Herman e T. Whit; Eficácia dos Preservativos de Látex corno Barreira a Partículas do Tamanho de Athey – A um Vírus da Imunodeficiência Humana sob condições de Uso Simulado - Doenças Sexualmente transmissíveis, julho-agosto, 1992, pp. 230-234).
O Centro de Controle de Doenças de Atlanta (EEUU), o que mais informações possuem na luta contra AIDS, reconhece que “o uso apropriado dos preservativos em cada ato sexual pode reduzir, mas não eliminar, o risco de doenças de transmissão sexual” e acrescenta: “a abstinência e a relação sexual com um parceiro(a) mutuamente fiel e não infectado (a) são as únicas estratégias preventivas totalmente eficazes”. Nestes mesmos termos, a OMS, paradoxalmente, em algum momento já afirmou que “só a abstinência ou a fidelidade recíproca perdurável entre os parceiros sexuais não infectados, elimina completamente o risco de infecção do vírus HIV”.
The Wall Street Journal, em 14 de outubro 2006, declarou que que 25% dos doentes de AIDS no mundo são atendidos por instituições católicas. E, igualmente, afirmou que os estudos científicos – um deles a cargo do Serviço de Saúde dos Estados Unidos e outro à responsabilidade da Universidade de Harvard – coincidiam em alertar sobre os decepcionantes resultados da prevenção da AIDS baseados no preservativo.
Menciona-se o caso de Uganda (África) que em 1991 contava com uma taxa de infecção de 20%, enquanto que no ano de 2002 tinha descido aos 6%, em virtude de uma política sanitária centrada na fidelidade e na abstinência, não no preservativo (à diferença de Botsuana e Zimbábue que ainda ocupam os primeiros lugares nos contágios).
Com base nesses dados o Presidente Bush disse aos participantes do Encontro Internacional sobre Abstinência em Miami 26-28 de julho de 2001: “A abstinência é a única maneira eficaz e infalível de eliminar o risco de infecção por HIV, doença de transmissão sexual e gravidez indesejada. A abstinência não somente quer dizer não, implica em dizer sim a um futuro mais saudável e feliz. A abstinência é 100% segura, 100% eficaz e em 100% do tempo”.
Segundo informe das Nações Unidas, publicado no dia 23 de junho de 2002, o esforço massivo da ONU para prover o mundo de preservativos, com o intento de frear a expansão do HIV/AIDS, fracassou. Depois de exaustiva análise dos dados dos países em desenvolvimento em todo o mundo, a Divisão de População do Departamento da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais chegou a conclusão de que a disponibilidade atual dos preservativos não alterou significativamente a conduta sexual (Nova York, 28 de junho de 2002 (ZENIT.org).
O Dr. William Blattner, Diretor do Departamento de Epidemiologia Viral de Bethesda, E.E.U.U.; na Reunião Internacional em Roma, em 13-15/X/1989, disse: “Favorecer o uso de preservativos se revelaria um erro, porque só aumenta os comportamentos arriscados, exatamente como por seringas a disposição dos toxicodependentes”.
Da mesma forma o Dr. Aquilino Polaino, catedrático de Psiquiatria, em Ver. Palabra, Madrid, IV/90, p. 33, afirma: “Tenho tratado a muitos pacientes que padecem de AIDS, que haviam utilizado preservativos. Provavelmente, se não os tivessem usado não teriam essas relações sexuais e agora não teriam AIDS”.
Vale lembrar que os poros da camisinha são de 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS. (Rubber Chemistry Technology, Washington, D.C., junho de 1992): O vírus passa por esses poros com tanta facilidade como passaria um gato pela porta de uma garagem. Quando enchemos um balão e depois de poucos dias ele já está bem vazio, não é porque foi mal amarrado e sim porque o látex tem poros por onde passam as moléculas de ar.
A Dra. Susan C. Weller, da Escola Médica de Galveston, Universidade do Texas, depois de 11 estudos sobre a efetividade do preservativo, encontrou uma falha de 31% na proteção contra a transmissão da AIDS. Diz ela: “Estes resultados indicam que os usuários do preservativo terão cerca de um terço de chance de se infectar em relação aos indivíduos praticando sexo ‘desprotegido’... O público em geral não pode entender a diferença entre 'os preservativos podem reduzir o risco, e, os preservativos impedirão a transmissão do HIV'. Presta desserviço à população quem estimula a crença de que a camisinha evitará a transmissão sexual do HIV. A camisinha não elimina o risco da transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco” (Susan C. Weller, “A Meta-analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted IUV” Soc Sci Med 36:12 - 1993, pp. 16351644).
K. Abril e W. Schreiner e colaboradores indicaram uma percentagem de 8% de falhas no uso dos preservativos. (“Quale é il grado effetivo di protezione dalé HIV Del profilattico?” In Medicina e Morale, 44 (1994) 5, 903-904). “Differences in HIV Spread in four sub-Saharar African Cities”, UNAIDS, Lusaka, 13 setembre 1999.
Aids x camisinha
Não dá para entender, uma vez que esta é a única forma realmente eficaz de diminuir as doenças sexualmente transmissíveis no mundo.
Fica aqui minha indignação e dois artigos para apreciação do público.
Em complemento a esta matéria veja: A Camisinha diminui o risco de AIDS em 69%
Seria sensato supor que quem é infiel a sua esposa, virá a respeitar a orientação da Igreja que
desaconselha o uso do preservativo? Nestas condições correria, por acaso, o risco de
contaminar-se para ser fiel às orientações de uma religião que não pratica?
A Igreja não está impedindo o combate à AIDS, pelo fato de não concordar com o uso da
"camisinha". Quem afirmar o contrário está difundindo uma inverdade insidiosa que muitos aceitam
passivamente sem ulteriores verificações.
Como uma pequena mostra disto que acabamos de afirmar copio um artigo de, ISTMO, uma
conhecida e prestigiosa revista cultural mexicana, - não de uma revista religiosa - escrita por um
especialista na matéria e não por um moralista: "Se analisarmos a AIDS na África, devemos pensar
que a influência da Igreja Católica se circunscreve a 15,6% da sua população total. Alguém se
atreveria a afirmar que a AIDS prejudica em maior medida aos católicos do que aos muçulmanos ou
animistas? Não seria possível fazer isto, já que diversas estatísticas demonstram que a comunidade
católica sofre em medida bem menor a praga da AIDS: é lógico que o ensinamento em favor da
monogamia e da
castidade tenham os seus efeitos positivos em ambiente de promiscuidade generalizada.
"Então entre que grupos humanos a atitude da Igreja poderia contribuir para disseminar AIDS? Entre
os católicos sem prática religiosa, nem vivência dos seus princípios morais? Seria sensato supor
que quem é infiel a sua esposa, virá a respeitar a orientação da Igreja que desaconselha o uso do
preservativo? Nestas condições correria, por acaso, o risco de contaminar-se para ser fiel às
orientações de uma religião que não pratica?
Seria um absurdo. Evidentemente que quem não têm escrúpulos de ter relações com uma mulher
fácil ou uma prostituta, nem se apresentará a questão da licitude moral do preservativo. Portanto
acusar a Igreja Católica na difusão da AIDS por esse motivo é, mais do que um absurdo, uma
manobra para negar-se a reconhecer a realidade contrária: sem a moral católica a sociedade seria
mais promíscua e, em conseqüência, a AIDS estaria muito mais estendida"[7].
The Wall Street Journal, no 14 de outubro último, deixou constância que 25% dos doentes de AIDS
no mundo são atendidos por instituições católicas. E, igualmente, afirmou que os estudos científicos
- um deles a cargo do Serviço de Saúde dos Estados Unidos e outro à responsabilidade da
Universidade de Harvard - coincidiam em alertar sobre os decepcionantes resultados da prevenção
da AIDS baseados no preservativo. Menciona-se o caso de Uganda que em 1991 contava com uma
taxa de infecção de 20%, enquanto que no ano de 2002 tinha descido aos 6%, em virtude de uma
política sanitária centrada na fidelidade e na abstinência, não no preservativo, (à diferença de
Botsuana e Zimbábue que ainda ocupam os primeiros lugares nos contágios)[8].
Chama a atenção que estes fatos são sistematicamente silenciados. Por baixo das realidades
verdadeiramente científicas desliza uma correnteza estranha e anticientifica que silencia estas
realidades positivas. A agência LifeSite e a agência ACI, por exemplo, denunciaram recentemente
que a maioria dos informes sobre a AIDS na África ignoram sempre os êxitos conseguidos em
Uganda, por haver apostado, na sua política sanitária, na promoção da abstinência sexual, da
fidelidade e da castidade.
Muitas autoridades, incluindo o Secretário de Estado norte-americano Colin Powell, louvaram e
reconheceram o êxito de Uganda em reduzir a taxa de infecção uns 50% desde 1992. Inclusive a
CNN informou que no ano 2000 foi o país "com maior sucesso na luta contra a AIDS". No entanto a
LifeSite adverte que por uma razão desconhecida "o êxito de Uganda poucas vezes é
mencionado"[9].
Questionamo-nos se essas razões, desconhecidas e entranhas, são as que fazem a alguns
cientistas brasileiros dizerem que "desconhecem a existência de pesquisas sobre falhas nos
preservativos" e os levam a formular críticas maldosas dizendo que a Igreja "desconhece a
realidade" e "nega o óbvio".
O jornal espanhol La Gaceta de los Negócios, (16/12/02) comenta nesse sentido: "os patrocinadores
do preservativo, como principal instrumento de prevenção da AIDS, em lugar de aceitar esta
evidência - o grande sucesso da Uganda - se obstinam nas políticas de extensão do uso do
preservativo, que leva inevitavelmente consigo o implícito convite à promiscuidade sexual sob a
mentirosa promessa do 'sexo seguro'. O resultado é o que temos diante dos olhos. Há loucos
dispostos a tudo antes de propor o domínio sobre as paixões". A afirmação está feita por um jornal
comercial, não por um boletim paroquial.
O governo Bush procura, agora, incorporar um treinamento de abstinência ao Programa
Internacional Americano para a AIDS. Este plano questiona a efetiva prevenção da Aids por
preservativos[10].
Há evidentes realidades de que o chamado "sexo seguro" não têm contido a expansão da doença.
Por exemplo, conduzida por Nelson Mandela, a África do Sul abraçou firmemente a estratégia do
"sexo seguro", e o uso de preservativo aumentou. Mas a África do Sul continua a liderar
mundialmente os casos de infecção por AIDS com 11,4% de sua população atualmente infetada. Há
Notícias do Mercury News de Miami que a Fundação Bill e Melinda Gates gastarão US$ 28 milhões
para estudar o potencial dos preservativos no controle de natalidade e no combate a AIDS na África.
Porém, as mesmas notícias de Mercury News, acautelam que: "As bases científicas para a
prevenção da AIDS através de preservativos são mais teóricas que clinicamente provadas"[11].
Insistimos: não entendemos como, depois de tantos questionamentos de tão alto nível, algum
professor universitário brasileiro ou algum representante do Ministério da Saúde afirmem, sem fazer
nenhuma ressalva, "a segurança absoluta dos preservativos". Perguntamos reiteradamente: é
ignorância ou uma versão nova da "conspiração do silêncio"?
Dom Rafael Llano Cifuentes
www.puggina.org
terça-feira, 10 de março de 2009
Menina de cinco anos dá a luz
Como nos dias atuais matar é a solução mais fácil que encontram, como no caso da menina de nove anos em Pernambuco que teve os filhos gêmeos assassinados friamente.
Resolvi postar está matéria para apreciação do público.
Vamos refletir...
Lina Medina (Pauranga, 27 de Setembro de 1933[1]) é uma peruana que teve um filho aos cinco anos de idade, sete meses e 21 dias, tendo engravidado por volta de seus quatro anos e oito meses. É a mãe mais jovem já confirmada na história da medicina. Além do feito, a menina ficou conhecida por também nunca revelar o nome do pai da criança e também por passar sua vida em pobreza, sem qualquer assistência do governo peruano. Casou-se em 1972 e chegou a ter outro filho aos 38 anos de idade. Hoje vive em um bairro pobre em Lima. Era uma dentre nove filhos.
Gravidez precoce
Ao perceber o aumento anormal do tamanho do abdômen de sua filha, Tiburcio Medina recorreu a curandeiros da vila local para resolver o problema. Porém, os xamãs da vila descartaram que houvesse superstições da localidade (como uma em que uma cobra, Apu, vai crescendo dentro da pessoa até matá-la), então recomendaram aos pais que a levassem para o hospital da cidade de Pisco. Na época, os pais pensaram em se tratar de um tumor, mas seus médicos determinaram que se tratava de uma gravidez de sete meses. Dr. Gerardo Lozada a levou para Lima, capital do Peru, para que outros especialistas confirmassem a gravidez antes da cirurgia. Um mês e meio depois, em 14 de Maio de 1939[2], ela deu a luz um menino por cesariana, feita necessariamente, já que sua pélvis era muito pequena. A cirugia foi feita pelo Dr. Lozada e pelo Dr. Busalleu, com o Dr. Colretta providenciando a anestesia.
Esse caso foi reportado em detalhe pelo Dr. Edmundo Escomel para La Presse Medicale, junto com os detalhes adicionais de que sua menarca teria ocorrido aos 8 meses de idade e seus seios proeminentes começarem a ser desenvolvidos aos 4 anos. Aos 5 anos, sua aparência demonstrava alargamento pélvico e maturação óssea avançada. Seu filho nasceu com 2,7 quilogramas e recebeu o nome de Gerardo, em homenagem ao médico que realizou a operação. Apesar de fisicamente amadurecida, Lina preferia brincar com bonecas do que cuidar de seu filho, que recebia alimentação de uma enfermeira. Gerardo foi criado pelo irmão de Lina e levado a acreditar que Lina era sua irmã, mas aos dez anos descobriu que na verdade se tratava de sua mãe depois de ser ridicuralizado na escola. Ele cresceu saudavelmente e morreu em 1979 aos 40 anos de uma doença na medula óssea. Nunca foi confirmada qualquer relação entre a doença e seu nascimento de uma mãe tão precoce.
O mistério da história não se trata na precocidade de Lina, já que isso pode ser explicado como desequilíbrio hormonal, mas sim quem seria o pai da criança, pois a peruana nunca revelou o segredo e se nega a falar do assunto até hoje, chegando a recusar uma entrevista com a Reuters em 2002. Seu pai chegou a ser preso após o nascimento do filho, acusado de incesto, mas foi libertado após alguns dias por ausência de provas para incriminá-lo. As suspeitas recaíram então em um irmão de Lina que era deficiente mental.
No Peru, muitas vezes a garota era associada com a Virgem Maria, que havia concebido um filho sem o pecado original, por obra do Espírito Santo. Algumas pessoas da região acreditam até hoje que Gerardo é filho do deus Sol.
Pobreza
Após o nascimento, policiais, doutores e uma equipe de filmagem chegaram à vila para reportar o ocorrido. Muitas pessoas quiseram auxiliá-la, chegando a existir uma oferta de 5 mil dólares de um empresário estadunidense. Uma oferta mais ousada veio de Nova Iorque, propondo mil dólares por semana, mais despesas, para que Lina e o filho fossem colocados em exposição na Feira Mundial da cidade. A única proposta aceita pela família foi a de um empresário estadunidense que a mãe e o bebê fossem aos EUA para que cientistas analisassem o caso. A oferta incluía o conforto financeiro vitalício dos dois.
Em poucos dias, o Estado peruano proibiu todas as ofertas anteriores, alegando que Lina e o filho estavam em ‘‘perigo moral’’, e chegou a criar uma comissão para protegê-los. Mas após seis meses o governo os abandonou.
Lina permaneceu no hospital por onze meses e só pôde voltar para a família após o início de procedimentos legais que levaram a Corte Suprema a permitir sua convivência com os pais. Alguns anos depois, o Estado expropriou Lina e destruiu sua casa, onde hoje existe uma estrada. Hoje ela espera que o governo lhe dê o equivalente a uma propriedade, para compensar a casa já perdida. Segundo o atual marido de Lina, o imóvel valia cerca de 25 mil dólares. Caso conseguisse a moradia, Lina encerraria uma longa batalha judicial.
Em 1972, a mãe mais jovem do mundo se casa, pela primeira vez, com Raúl Jurado e no mesmo ano, aos 38 anos, tem seu segundo filho, que vive no México. Atualmente vive no caminho de um beco escuro parcialmente interditado por placas de madeira em um bairro pobre e com alto índice de criminalidade na capital peruana de Lima, conhecido na localidade como o ‘‘paraíso dos ladrões’’ e "Chicago Chico" (‘‘Pequena Chicago’’), em alusão à cidade estadunidense Chicago.
Alguns consideram que a falta de ajuda do governo peruano possa ser explicada por puro preconceito, já que em outros países Lina receberia total apoio do Estado. O obstetra José Sandoval, autor de Mãe aos Cinco Anos, luta desde os seus tempos de estudante para uma pensão vitalícia para Lina. Desde 2002 ele já conseguiu acelerar os processos e já chegou a levar o caso para a primeira-dama Eliane Karp.