O primeiro engenho construído no Rio Grande do Norte, foi palco de uma das mais trágicas páginas da nossa história. " Este engenho era a menina dos olhos dos holandeses por causa da fertilidade das suas terras" (SOUZA: 1999, p. 40). O ano era 1634, e nesse fatídico dia, sem que ninguém esperasse, pois foram enganados por Jacob Rabbi, o comandante da tropa de tapuias, potiguares e holandeses que ali chegaram com a ordem de matar todos que ali se encontravam. Esse homem indescritível, aportara por aqui para servir de intérprete entre os holandeses e os tapuias. Mas o ocorrido em Cunhaú, demonstrou que ele foi mais que um simples intérprete.
Diversos historiadores nos relatam que esse engenho foi fundado pelos irmãos Antônio e Matias de Albuquerque, na sesmaria que receberam do seu pai, Jerônimo de Albuquerque. Obedecendo a um pedido de Rabbi para que comparecessem à Igreja para tratar de um certo negócio e prometendo não ferir ninguém, muitas pessoas foram à capelinha, no dia marcado. Mas a intenção de Rabbi era outra. E, quando estavam todos ali reunidos começou a matança iniciada pelos tapuias chefiados por Jererera. Foram de uma crueza e violência sem par. "O oficiante voltou-se para os algozes e lhes disse na língua deles, em que era perito, que se tocassem em sua pessoa ou nos paramentos sagrados seriam castigados. Alguns recuaram outros nem o escutaram e os abateram". (GALVÃO : 1979, p.86). "Depois deste massacre, nunca mais os holandeses tiveram paz em Cunhaú, sucessivos atos de vingança foram realizados àquele engenho pelos portugueses"( CASCUDO: 1992, p. 35).
A chacina desse engenho promoveu uma tomada de consciência, por parte da população portuguesa, fazendo-a empenhar-se , com redobrado vigor, à tarefa de combater e expulsar os dominadores flamengos.A cerca de 20km do povoado de Pipa, aconteceu o famoso massacre de Cunhaú, onde os holandeses calvinistas mataram sessenta e nove católicos dentro de uma capela provocando revolta entre os Portugueses.
Mas o temível, o insaciável Rabbi não aceitou aquele argumento. Comandou e ordenou mais uma vez o ataque, promovendo outra carnificina, que foi realizada pelos Janduís e Potiguares. "Assassinaram de quinze a dezesseis pessoas, e trouxeram preso, para a fortaleza, João Lostão Navarro" (SOUZA: 1999, p. 44).
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domingo, 6 de setembro de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
A Igreja de Cristo e as igrejas dos homens
Por: Fabiano Carvalho
Será a mesma coisa seguir Nosso Senhor Jesus Cristo e seguir um profeta de séculos posteriores que pregam as suas verdades cada qual segundo seus desejos?
Assim como há só um Deus, assim como a verdade é só uma, também a Igreja de Deus é apenas uma.
Para facilitar aos Católicos a tomada de consciência do abismo histórico que existe entre Jesus Cristo e os profetas posteriores, publicarei a lista abaixo:
Denominação/ Idealizador da doutrina/ Ano de criação/ Localidade
Católica Apostólica Romana - Jesus Cristo - 30 - Palestina
Islã - Maomé - 620 - Península Arábica
Católica Ortodoxa - Patriarca Miguel Celurario - 1054 - Constantinopla
Luterana - Martinho Lutero - 1517 - Alemanha
Episcopal (Anglicana) - rei Henrique VIII - 1534 - Inglaterra
Reformada (Calvinista) - João Calvino - 1541 - Suiça
Menonita - Meano Simons - 1550 - Holanda
Presbiteriana - John Knox - 1567 - Escócia
Congregacional - Robert Browee - 1580 - Inglaterra
Batista - John Smith - 1604 - Holanda
Quacker - John Fox - 1649 - EUA
Metodista - John Wesley - 1739 - Inglaterra
Mórmon - Joseph Smith - 1830 - EUA
Adventista - Willian Miller - 1831 - EUA
Exército da Salvação - Willian/ Catarina Booth - 1885 - Inglaterra
Ciência Cristã - Mary Backer - 1675 - EUA
Pentecostais - Charles Parham e discípulos - 1900 - EUA
Congregação cristã do Brasil - Luigi Francescom - 1910 - Parana/Brasil
Assembléia de Deus - Gunnar Vingren e Daniel Berg - 1910 - Pará/Brasil
Testemunhas de Jeová - Charles Taze Russell - 1916 - EUA
Amigos do Homem - Alexandre Freytag - 1920 - Suíça
Católica Apostólica Brasileira - Carlos Duarte Costa - Rio de Janeiro/Brasil
Evangelho Quadrangular -Harold Edwin Willians - 1951 - São Paulo/Brasil
Deus é Amor - Davi Miranda - 1962 - São Paulo/Brasil
Cristã Maranata - 8 membros da Presbitariana - 1968 - Espírito Santo/Brasil
Universal do Reino de Deus - Edir Macedo Bezerra - 1977 - Rio de Janeiro/Brasil
Internacional da Graça de Deus - Romildo Ribeiro Soares - 1980 - Rio de Janeiro/Brasil
Renascer em Cristo - Estevam Hernandes e Sônia Hernandes - 1986 - São Paulo/Brasil
Sara Nossa Terra - Robson Rodovalho e Maria Lúcia Rodovalho - 1992 - Brasília/Brasil
Mundial do poder de Deus - Valdomiro Santiago - 1998 - São Paulo/Brasil
Será a mesma coisa seguir Nosso Senhor Jesus Cristo e seguir um profeta de séculos posteriores que pregam as suas verdades cada qual segundo seus desejos?
Assim como há só um Deus, assim como a verdade é só uma, também a Igreja de Deus é apenas uma.
Para facilitar aos Católicos a tomada de consciência do abismo histórico que existe entre Jesus Cristo e os profetas posteriores, publicarei a lista abaixo:
Denominação/ Idealizador da doutrina/ Ano de criação/ Localidade
Católica Apostólica Romana - Jesus Cristo - 30 - Palestina
Islã - Maomé - 620 - Península Arábica
Católica Ortodoxa - Patriarca Miguel Celurario - 1054 - Constantinopla
Luterana - Martinho Lutero - 1517 - Alemanha
Episcopal (Anglicana) - rei Henrique VIII - 1534 - Inglaterra
Reformada (Calvinista) - João Calvino - 1541 - Suiça
Menonita - Meano Simons - 1550 - Holanda
Presbiteriana - John Knox - 1567 - Escócia
Congregacional - Robert Browee - 1580 - Inglaterra
Batista - John Smith - 1604 - Holanda
Quacker - John Fox - 1649 - EUA
Metodista - John Wesley - 1739 - Inglaterra
Mórmon - Joseph Smith - 1830 - EUA
Adventista - Willian Miller - 1831 - EUA
Exército da Salvação - Willian/ Catarina Booth - 1885 - Inglaterra
Ciência Cristã - Mary Backer - 1675 - EUA
Pentecostais - Charles Parham e discípulos - 1900 - EUA
Congregação cristã do Brasil - Luigi Francescom - 1910 - Parana/Brasil
Assembléia de Deus - Gunnar Vingren e Daniel Berg - 1910 - Pará/Brasil
Testemunhas de Jeová - Charles Taze Russell - 1916 - EUA
Amigos do Homem - Alexandre Freytag - 1920 - Suíça
Católica Apostólica Brasileira - Carlos Duarte Costa - Rio de Janeiro/Brasil
Evangelho Quadrangular -Harold Edwin Willians - 1951 - São Paulo/Brasil
Deus é Amor - Davi Miranda - 1962 - São Paulo/Brasil
Cristã Maranata - 8 membros da Presbitariana - 1968 - Espírito Santo/Brasil
Universal do Reino de Deus - Edir Macedo Bezerra - 1977 - Rio de Janeiro/Brasil
Internacional da Graça de Deus - Romildo Ribeiro Soares - 1980 - Rio de Janeiro/Brasil
Renascer em Cristo - Estevam Hernandes e Sônia Hernandes - 1986 - São Paulo/Brasil
Sara Nossa Terra - Robson Rodovalho e Maria Lúcia Rodovalho - 1992 - Brasília/Brasil
Mundial do poder de Deus - Valdomiro Santiago - 1998 - São Paulo/Brasil
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Examinando a "Sola Scriptura"
Autor: Prof. Alessandro Lima
Fonte:www.veritatis.com.br
O Veritatis Splendor autoriza a livre cópia e/ou difusão deste artigo desde que seja feita a menção da fonte e do autor.
Hoje em dia ainda é muito comum vermos protestantes acusando católicos de idólatras, adoradores de imagens e acusando a Igreja Católica a ensinar tais práticas. Quem conhece o Catolicismo sabe quão absurdas são estas acusações. É bem verdade que a religiosidade popular comete muitos abusos que infelizmente contam com o apoio de seus padres e bispos. É certo acusar uma mãe de ladra, aliciadora de crianças se por acaso seu filho pequeno for pego com um brinquedo de seu amiguinho? Neste caso, pensaríamos que é a Mãe uma ladra e aliciadora de crianças ou pensaríamos que foi a criança que não correspondeu à educação dada pela mãe? O mesmo caso aplica-se à Igreja Católica. Da mesma forma que nem sempre vemos pessoas que se dizem cristãs possuindo atitudes cristãs, isso leva a crer que é o Cristianismo o incentivador dos erros de seus filhos?
O mesmo engano cometeu o monge agostiniano Martinho Lutero. Em seu tempo alguns bispos distorceram a disciplina das Indulgências. Isto levou Lutero a crer que era a doutrina da Igreja que estava errada. Para ele, era a tradição que havia errado, por isso ele supos que se a Igreja utilizasse somente a Bíblia ("Sola Scriptura") como norma de fé e prática, Ela jamais cairia no erro.
Uma suposição é algo que concebemos no início, normalmente sem consciência. Quando a suposição é válida, tudo acaba bem, mas uma suposição errada conduz inevitavelmente às falsas conclusões. A pessoa que tem esperança de chegar a uma conclusão utilizando uma suposição falsa, deve perguntar a si mesmo onde está o erro. Os protestantes que estão dispostos a avaliar o estado do atual mundo protestante de maneira honesta, devem perguntar se a Sola Scriptura, ensinamento fundamental do Protestantismo vêm de Deus, pois esta suposição resultou em mais de vinte mil grupos discrepantes que não concordam em assuntos básicos da Bíblia, ou o que significa ser um Cristão? Por que (se somente a Bíblia é suficiente, sem a Santa Tradição) batistas, testemunhas de Jeová e metodistas reivindicam que acreditam no que a Bíblia diz, mas nenhum deles concorda em o que a Bíblia diz? Obviamente, aqui está uma situação na qual os protestantes devem achar que estão errados. Infelizmente, a maioria dos protestantes estão dispostos a colocar a culpa deste problema em qualquer cosia — qualquer coisa menos no problema que é a raiz. A idéia da Sola Scriptura é fundamental para o Protestantismo tanto que para eles nega-la é questionar Deus, como disse Nosso Senhor: "Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos" (Mateus 7:17). Se julgarmos a Sola Scriptura pelos seus frutos, chegaremos a conclusão de que esta árvore deve ser cortada, e lançada ao fogo (Mateus 7:19).
Vejamos agora as falsas suposições sobre as quais está fundamentada a Sola Scriptura:
1º Falsa Suposição: A Bíblia deve ser entendida como última palavra sobre a fé, piedade e louvação.
a) É o ensinamento da Escritura "totalmente suficiente"?
A suposição mais óbvia pôr de trás da doutrina da Sola Scriptura, é a de que a bíblia possui tudo o que é preciso para a vida do Cristão — tudo o que é necessário para a verdadeira fé, prática, devoção e louvação. O trecho mais citado para apoiar esta suposição é:
"… e desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra" (II Timóteo 3:15-17).
Os que usam esta passagem para defender a Sola Scriptura, afirmam toda a "auto-suficiência" da Bíblia, porque "Somente a Bíblia Sagrada pode fazer o homem piedoso e perfeito... a perfeição pode ser atingida sem a necessidade da tradição."
Mas o que pode ser realmente dito baseando-se nesta passagem? Para os iniciantes, devemos perguntar sobre o que o apóstolo Paulo está falando quando ele fala a Timóteo sobre ele conhecer a Bíblia desde criança. Devemos estar seguros de que Paulo não está falando sobre o Novo Testamento, pois o Novo Testamento ainda não havia sido escrito quando Timóteo ainda era uma criança — na realidade, ele ainda não estava pronto quando Paulo escreveu esta Epístola a Timóteo, e muitos menos o Cânon do Novo Testamento como o que conhecemos hoje. Obviamente, na maioria das referências da Bíblia encontrada no Novo Testamento, vemos que Paulo está falando do Velho Testamento, assim, se esta passagem for usada para fixar os limites da autoridade inspirada, não só a Tradição fica excluída, mas também todo o Novo Testamento.
Em segundo lugar, se Paulo pretendesse excluir a tradição por ser algo não benéfico, deveríamos saber por qual motivo Paulo utilizou no mesmo capítulo tradições orais que não estavam na Bíblia. Os nomes de Janes e Jambres não aparecem no Velho Testamento, contudo, em II Timóteo 3:8 Paulo os chama de adversários de Moisés. Paulo utiliza a tradição oral para falar o nome dos dois mágicos mais proeminentes do Egito, que aparecem durante o Êxodo (7:8). [2] E este não é a única fonte não-bíblica utilizada no Novo Testamento — outro exemplo mais conhecido aparece na Epístola de São Judas que cita o Livro de Enoque (Judas 14:15 c.f. Enoque 1:9).
Quando a Igreja canonizou os livros da Bíblia oficialmente, o principal propósito era estabelecer uma lista de livros autorizados, para proteger a Igreja dos livros espúrios que reivindicavam autoria apostólica, mas que eram na verdade, trabalhos de hereges (v.g. o Evangelho de Tomé). Os grupos heréticos não conseguiam basear seus ensinamentos na Santa Tradição, pois seus ensinamentos eram criados fora da Igreja, então a única maneira que possuíam para autorizar suas heresias era distorcendo o significado da Bíblia, além de forjar novos livros, apóstolos, ou santos do Velho Testamento. A Igreja sempre se defendeu contra os ensinamentos heréticos reivindicando as origens apostólicas da Santa Tradição (provando-as pela Sucessão Apostólica, c.f. o fato de que seus bispos e professores possuem uma descendência histórica e direta dos Apóstolos), e também reivindicando a universalidade da Fé Católica (c.f. o fato de que a Fé Católlica é a mesma fé que os Cristãos católicos sempre aceitaram ao longo da história e do mundo). A Igreja se defendeu contra os livros espúrios e heréticos estabelecendo uma lista autorizada de Livros Sagrados, que foram recebidos pela Igreja como Divinamente inspirados, tanto os do Velho Testamento como os de origem apostólica.
Estabelecendo a lista canônica da Bíblia Sagrada, a Igreja não pretende insinuar que toda a Fé Cristã e toda a informação necessária para a louvação e regra da Igreja está contida apenas na Bíblia. [3] Uma coisa que está além dos debates sérios é sobre a questão de quando a Igreja conclui os Cânones dos Livros Sagrados em fé e louvação, assim como a discussão se a fé a louvação atual é a mesma da do período primitivo — isto é uma verdade histórica. Como na estrutura da autoridade da Igreja, os bispos católicos em vários Concílios resolveram a questão do Cânon — e na Igreja Católica é assim até hoje quando qualquer pergunta sobre a doutrina ou a disciplina deve ser resolvida.
b) Qual o propósito dos escritos do Novo Testamento?
É ensinado nos estudos bíblicos protestantes (e penso que neste caso eles ensinam corretamente) que quando você estuda a Bíblia, entre muitas outras considerações, você deve primeiro considerar o gênero (ou tipo literário) de literatura que você está lendo em uma passagem particular, pois gêneros diferentes possuem gêneros diferentes. Outra consideração a ser tomada é sobre qual o assunto ou o propósito do livro que está sendo estudado. No Novo Testamento temos quatro tipos de gêneros literários: evangelho, narração histórica (Atos), epístola e apocalíptica ou profética (Revelação). Os Evangelhos foram escritos para testemunhar a vida de Cristo, sua morte e ressurreição. As narrativas contam a história de pessoas e figuras significativas e mostra a magnífica providência Divina agindo em tudo. Diversas epístolas foram escritas para responder perguntas específicas que surgiram em várias Igrejas, assim, muitos problemas não foram relatados com detalhes. Assuntos doutrinais eram discutidos para resolver problemas doutrinais e assuntos sobre louvação só eram discutidos quando aparecia algum problema relacionado (c.f. Coríntios 11:14). Os escritos apocalípticos (Revelação) foram escritos para mostrar o triunfo de Deus na história.
Notamos que não há referências literárias à louvação no Novo Testamento, e nem detalhes de como era a louvação na Igreja. No Velho Testamento há detalhes (e até exaustivos) sobre a louvação do povo de Israel (v.g. Levítico e Salmos) — no Novo Testamento há apenas sugestões escassas sobre a louvação dos cristãos primitivos. Mas qual o motivo? Certamente que não foi por não existir ordem em seus serviços religiosos — os historiadores litúrgicos afirmam que os cristãos primitivos continuavam firmemente na mesma louvação judaica herdada dos Apóstolos. Porém, até mesmo as parcas referências do Novo Testamento em relação à louvação da Igreja primitiva, nos mostra que eles estavam bem longe dos selvagens grupos "Carismáticos," os cristãos do Novo Testamento possuíam as mesmas louvações litúrgicas de seus pais: observavam as horas de oração (Atos 3:1), louvavam no Templo (Atos 2:46; 3:1; 21:26), além da louvação nas Sinagogas (Atos 18:4).
Nós também precisamos notar que nenhum dos tipos presentes da literatura do Novo Testamento tem o propósito de dar uma instrução doutrinal inclusiva — não há um catecismo ou uma teologia sistemática. Se a Bíblia é tudo que precisamos como cristãos, por que não há nenhuma declaração doutrinária inclusiva nela? Imagine como todas as controvérsias pudessem ter sido resolvidas se a Bíblia responde-se todas estas perguntas doutrinais claramente. Isso seria muito conveniente, mas tais coisas não são encontradas nos livros da Bíblia.
Que ninguém entenda mal a observação feita aqui. Nada disso deprecia a importância da Bíblia Sagrada — Deus proíbe tal coisa! Na Igreja Católica, a Bíblia é tida como totalmente inspirada por Deus, inerrante e autoritária, mas o fato é que a Bíblia não contém o ensinamento para todo assunto importante da Igreja. Como já declaramos, o Novo Testamento dá apenas um breve detalhe sobre como louvar — e isto não é de pequena importância. Além de que, a mesma Igreja que nos passou a Bíblia Sagrada, é a mesma que preservou os padrões de louvação que recebemos. Se nós desconfiamos da fidelidade desta Igreja em preservar a adoração Apostólica, também temos que desconfiar de sua fidelidade em preservar a Bíblia.
c) É a Bíblia, na prática, "totalmente suficiente" para os protestantes?
Os protestantes freqüentemente reivindicam que "acreditam apenas na Bíblia," mas várias perguntas aparecem quando a pessoa tenta examinar o atual uso que eles fazem da Bíblia. Por exemplo, por que os protestantes escrevem tantos livros sobre doutrina e a vida Cristã, se eles necessitam apenas da Bíblia? Se a Bíblia fosse o suficiente para entendê-la, por que eles simplesmente não utilizam apenas a Bíblia? E se ela é "totalmente suficiente," por quê isto não produz resultados suficientes, por exemplo: por quê os protestantes não acreditam na mesma coisa? Por que há tantos estudos bíblicos protestantes, se eles precisam apenas da Bíblia? Por que eles buscam outras áreas e materiais? Por que eles ensinam a bíblia ao povo — ao invés de apenas ler as Escrituras para as pessoas? A resposta eles nunca admitirão, mas os protestantes sabem que a Bíblia não pode ser entendida por si só. E na verdade, toda seita protestante possui seu corpo de tradições, mas nunca admitem ou a chama disso. Não é por acaso que as Testemunhas de Jeová acreditam nas mesmas coisas que os Batistas do Sul, mas não é por acaso que eles não acreditam nas mesmas coisas enfaticamente. Os Testemunhas de Jeová e os Batistas do Sul não propõem individualmente cada uma de suas idéias sobre a Bíblia, mas ensinam a crença de um certo modo — com uma tradição. Então a questão não é em acreditar ou não na tradição — a pergunta correta é qual a tradição que devermos usar para interpretar a Bíblia? Em qual tradição podemos confiar, na Tradição Apostólica da Igreja, ou na confusa e moderna tradição do Protestantismo, que não possui nenhuma raiz além do advento da Reforma Protestante?
2º Falsa Suposição: A Bíblia era a base da Igreja primitiva, e que a Tradição é apenas uma "corrupção" humana muito posterior.
É especialmente entre Evangélicos e Carismáticos que a palavra "tradição" é considerada um termo depreciativo, a tradição é rotulada como algo "carnal," "espiritualmente morta," "destrutiva," "legalista." Para o protestante que lê o Novo Testamento, a Bíblia condena a tradição como algo oposto à Bíblia. A imagem que eles têm dos cristãos primitivos é de que eles eram como os Evangélicos ou Carismáticos do século XX! Para eles é inconcebível que os cristãos primitivos possuíam uma louvação litúrgica, ou que eles tinham adquirido qualquer tradição — acreditam que isso ocorreu somente após a Igreja ter sido "corrompida," é assim que imaginam que tais coisas entraram na Igreja. É um sopro de vida para estes protestantes (assim como para mim) quando eles estudam a Igreja primitiva e os escritos dos primeiros Padres, e começam a sentir algo diferente do que sempre imaginaram ou foram conduzidos a sentir. Por exemplo, os cristãos primitivos não levavam suas Bíblias para a Igreja em cada domingo de estudo da Bíblia, devido ao longo tempo para se fazer uma cópia, e poucos possuíam suas próprias cópias da Bíblia. Ao invés disso, as cópias da Bíblia eram mantidas por pessoas designadas pela Igreja, que ficavam num local da Igreja destinado à louvação. Além de que, os cristãos não possuíam cópias do Velho Testamento, e muito menos do Novo Testamento (que não foi terminado antes do final do Primeiro Século, e não em sua forma canônica até o Quarto Século). Isto não é o mesmo que dizer que os cristãos primitivos não estudavam a Bíblia — eles estudavam, mas como um grupo, e não individualmente. E em grande parte do Primeiro Século, os cristãos estavam limitados em estudar apenas o Velho Testamento. Assim, como eles sabiam dos Evangelhos, dos ensinamentos de Cristo, de como louvar, em que acreditar sobre a natureza de Cristo, etc? Eles possuíam apenas a Tradição Oral dos Apóstolos, ensinamentos dos Apóstolos, especialmente durante a virada do primeiro século. Depois as gerações futuras tiveram acesso às Escrituras dos Apóstolos pelo Novo Testamento, mas a Igreja primitiva foi totalmente dependente da Tradição Oral para ter conhecimento da Fé Cristã.
Esta dependência da Tradição é descrita em vários lugares do Novo Testamento. Por exemplo, quando São Paulo exorta os Tessalonicenses: "Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai as tradições que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa" (II Tessalonicenses 2:15).
A palavra traduzida como "tradição" é a palavra grega "paradosis" — que é traduzida de maneira diferente em algumas Bíblias protestantes, mas é a mesma palavra que os Ortodoxos Gregos usam para falar da Tradição, e poucos estudantes competentes da Bíblia discutiram seu significado. A própria palavra significa literalmente "meio por qual algo é transmitido," e é a mesma palavra utilizada negativamente para os falsos ensinamentos dos Fariseus (Marcos 7:3-8), e referida também para a autoridade de um Cristão para ensinar (I Coríntios 11:2. II Tessalonicenses 2:15). Qual a diferença entre a tradição dos Fariseus e a Tradição aprovada pela Igreja? A Fonte! Cristo deixou bem claro qual era a fonte das tradições dos Fariseus, quando a chamou de "tradição dos homens" (Marcos 7:8). São Paulo faz outras referências às tradições: "Eu vos felicito, porque em tudo vos lembrais de mim, e guardais as minhas tradições (paradoseis), tais como eu vo-las transmiti" (I Coríntios 11:2), mas onde ele adquiriu estas tradições anteriores? "Eu recebi do Senhor o que vos transmiti (paredoka): que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão" (I Coríntios 11:23). Assim a Igreja Católica recorre ao falar da Tradição Apostólica: "entregue (paradotheise) de uma vez para sempre aos santos" (Judas 3). Sua fonte é o Cristo, que a entregou diretamente aos Apóstolos, com tudo aquilo que Ele disse fez, como o que está escrito: "nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever" (João 21:25). Os Apóstolos entregaram este conhecimento para toda a Igreja, e a Igreja, tornou-se a "coluna e sustentáculo da verdade" (I Timóteo 3:15).
O testemunho do Novo Testamento é claro neste ponto: os cristãos primitivos receberam as Tradições escritas e orais pelos Apóstolos de Cristo. Da Tradição escrita eles possuíam apenas fragmentos — uma igreja local possuía uma Epístola, outra um Evangelho. Os escritos foram reunidos gradualmente, e colocados no livro que se tornou o Novo Testamento. E como os cristãos primitivos sabiam quais eram os livros autênticos e quais não eram — já que havia numerosas epístolas e evangelhos espúrios reivindicados por hereges como escritos dos Apóstolos? Foi a Tradição Apostólica oral que os ajudou a Igreja nesta tarefa.
Se a Igreja perder a pura Tradição Apostólica, a Verdade deixa de ser a Verdade — pois a Igreja é a coluna e o sustentáculo da Verdade (I Timóteo 3:15). A crença protestante sobre a história da Igreja, de que a Igreja caiu em apostasia durante o período de Constantino até a Reforma, deixou estes e muitos outros trechos da Bíblia sem sentido. Se a Igreja deixa de existir, mesmo que por um dia, os portões do inferno a venceram naquele dia. Se o caso fosse este, Cristo teria descrito de maneira diferente a Igreja na parábola da semente de mostarda (Mateus 13:31-32), Ele deveria ter falado que no lugar da semente uma nova semente teria brotado mais tarde — mas ao invés disso, Ele usou a figura de uma semente de mostarda que começa pequena, mas cresce continuamente e se torna a maior planta do jardim.
Sobre esta posição, deveria ter existido algum grupo verdadeiro de fiéis protestantes, que sobreviveram durante mil anos nas cavernas, mas onde está a evidência deles? Os Waldensianos, que são apontados como seus precursores por todas as seitas dos Pentecostais às Testemunhas de Jeová, não existiam antes do século XII. Eles dizem que estes verdadeiros fiéis sofreram valentemente as ferozes perseguições dos romanos, e que se esconderam nas colinas até quando o Cristianismo tornou-se uma religião legal. E isso pode até parecer possível, quando comparada com a noção de que um grupo tenha sobrevivido por mil anos sem deixar nenhum rastro de evidência histórica sobre sua existência.
A Sola Scriptura é uma grande avalanche iniciada pela Reforma Protestante e que ao longo do tempo por onde passa (onde é aceita) vai destruindo os principais fundamentos do Cristianismo Apostólico. Ela caminha para a destruição total da Fé. Para atestar isso basta compararmos a grande diferença entre a fé Reformada e a fé Pentecostal, por exemplo. Os Reformadores tinham catecismos, criam na necessidade dos sacramentos, batizavam as crianças, reconheciam Santa Maria como Mãe de Deus. E hoje será que é possível econtrar tal credo entre os Pentecostais? O protestantismo ao abandonar a Eclesiologia Apostólica (conceito que crê que a Igreja de Cristo é Visível, possui Governo, que é Mãe e Mestra dos Cristãos, que surge de Deus e vem até os fiéis, etc) colocou em seu lugar o relativismo. Não é sem motivo que muitos protestantes estão a caminho do fenômeno então chamado por "A Fé sem Religião" ou "Deus sem Religião".
Você pode imaginar que o sistema de crenças Protestante tem como sua principal doutrina a teoria de que somente a Bíblia possui autoridade em assuntos de Fé, buscando provar que esta doutrina tem seus próprios critérios. A pessoa provavelmente espera que os protestantes mostrem diversos textos da Bíblia que prove esta doutrina — que é a base de toda a doutrina protestante. A pessoa espera dois ou três textos sólidos, que apresentam claramente esta doutrina — dizem eles da Bíblia: "Pelo depoimento de duas ou três testemunhas se resolve toda a questão" (II Coríntios 13:1). Contudo, como o menino da fábula que teve que mostrar que o Imperador estava nu, tenho que mostrar que não há um único verso na Bíblia em sua totalidade que comprove a doutrina da Sola Scriptura. Não há nada que comprove isso. Ah sim, há inúmeros lugares da Bíblia que falam de sua inspiração, autoridade e utilidade — mas não há um lugar da Bíblia que ensine que somente a Bíblia é autorizada a seus fiéis. Se tal ensinamento estivesse pelo menos implícito, os Pais da Igreja teriam seguramente ensinado esta doutrina, mas qual Santo Padre ensinou tal coisa? Por isso que o ensinamento fundamental do Protestantismo é autodestrutivo, contradiz a si mesmo. Mas a doutrina da Sola Scriptura não é apenas não ensinada pela Bíblia — ela contradiz a Bíblia especificamente (já discutimos isso), que ensina que a Santa Tradição também está ligada ao Cristianismo (II Tessalonicenses 2:15; I Coríntios 11:2).
Talvez a Bíblia Sagrada seja o ápice da Santa Tradição da Igreja, mas a grandiosidade da elevada altura em que a Bíblia subiu depende da grande montanha em que ela está firmada. Retirada de seu contexto, da Santa Tradição, a pedra sólida da Bíblia torna-se uma mera bola de barro, que pode ser moldada facilmente por qualquer modelador que assim desejar. Não é nada honroso distorcer e abusar da Bíblia, mesmo que isso seja feito em nome de sua autoridade.
Fonte:www.veritatis.com.br
O Veritatis Splendor autoriza a livre cópia e/ou difusão deste artigo desde que seja feita a menção da fonte e do autor.
Hoje em dia ainda é muito comum vermos protestantes acusando católicos de idólatras, adoradores de imagens e acusando a Igreja Católica a ensinar tais práticas. Quem conhece o Catolicismo sabe quão absurdas são estas acusações. É bem verdade que a religiosidade popular comete muitos abusos que infelizmente contam com o apoio de seus padres e bispos. É certo acusar uma mãe de ladra, aliciadora de crianças se por acaso seu filho pequeno for pego com um brinquedo de seu amiguinho? Neste caso, pensaríamos que é a Mãe uma ladra e aliciadora de crianças ou pensaríamos que foi a criança que não correspondeu à educação dada pela mãe? O mesmo caso aplica-se à Igreja Católica. Da mesma forma que nem sempre vemos pessoas que se dizem cristãs possuindo atitudes cristãs, isso leva a crer que é o Cristianismo o incentivador dos erros de seus filhos?
O mesmo engano cometeu o monge agostiniano Martinho Lutero. Em seu tempo alguns bispos distorceram a disciplina das Indulgências. Isto levou Lutero a crer que era a doutrina da Igreja que estava errada. Para ele, era a tradição que havia errado, por isso ele supos que se a Igreja utilizasse somente a Bíblia ("Sola Scriptura") como norma de fé e prática, Ela jamais cairia no erro.
Uma suposição é algo que concebemos no início, normalmente sem consciência. Quando a suposição é válida, tudo acaba bem, mas uma suposição errada conduz inevitavelmente às falsas conclusões. A pessoa que tem esperança de chegar a uma conclusão utilizando uma suposição falsa, deve perguntar a si mesmo onde está o erro. Os protestantes que estão dispostos a avaliar o estado do atual mundo protestante de maneira honesta, devem perguntar se a Sola Scriptura, ensinamento fundamental do Protestantismo vêm de Deus, pois esta suposição resultou em mais de vinte mil grupos discrepantes que não concordam em assuntos básicos da Bíblia, ou o que significa ser um Cristão? Por que (se somente a Bíblia é suficiente, sem a Santa Tradição) batistas, testemunhas de Jeová e metodistas reivindicam que acreditam no que a Bíblia diz, mas nenhum deles concorda em o que a Bíblia diz? Obviamente, aqui está uma situação na qual os protestantes devem achar que estão errados. Infelizmente, a maioria dos protestantes estão dispostos a colocar a culpa deste problema em qualquer cosia — qualquer coisa menos no problema que é a raiz. A idéia da Sola Scriptura é fundamental para o Protestantismo tanto que para eles nega-la é questionar Deus, como disse Nosso Senhor: "Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos" (Mateus 7:17). Se julgarmos a Sola Scriptura pelos seus frutos, chegaremos a conclusão de que esta árvore deve ser cortada, e lançada ao fogo (Mateus 7:19).
Vejamos agora as falsas suposições sobre as quais está fundamentada a Sola Scriptura:
1º Falsa Suposição: A Bíblia deve ser entendida como última palavra sobre a fé, piedade e louvação.
a) É o ensinamento da Escritura "totalmente suficiente"?
A suposição mais óbvia pôr de trás da doutrina da Sola Scriptura, é a de que a bíblia possui tudo o que é preciso para a vida do Cristão — tudo o que é necessário para a verdadeira fé, prática, devoção e louvação. O trecho mais citado para apoiar esta suposição é:
"… e desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra" (II Timóteo 3:15-17).
Os que usam esta passagem para defender a Sola Scriptura, afirmam toda a "auto-suficiência" da Bíblia, porque "Somente a Bíblia Sagrada pode fazer o homem piedoso e perfeito... a perfeição pode ser atingida sem a necessidade da tradição."
Mas o que pode ser realmente dito baseando-se nesta passagem? Para os iniciantes, devemos perguntar sobre o que o apóstolo Paulo está falando quando ele fala a Timóteo sobre ele conhecer a Bíblia desde criança. Devemos estar seguros de que Paulo não está falando sobre o Novo Testamento, pois o Novo Testamento ainda não havia sido escrito quando Timóteo ainda era uma criança — na realidade, ele ainda não estava pronto quando Paulo escreveu esta Epístola a Timóteo, e muitos menos o Cânon do Novo Testamento como o que conhecemos hoje. Obviamente, na maioria das referências da Bíblia encontrada no Novo Testamento, vemos que Paulo está falando do Velho Testamento, assim, se esta passagem for usada para fixar os limites da autoridade inspirada, não só a Tradição fica excluída, mas também todo o Novo Testamento.
Em segundo lugar, se Paulo pretendesse excluir a tradição por ser algo não benéfico, deveríamos saber por qual motivo Paulo utilizou no mesmo capítulo tradições orais que não estavam na Bíblia. Os nomes de Janes e Jambres não aparecem no Velho Testamento, contudo, em II Timóteo 3:8 Paulo os chama de adversários de Moisés. Paulo utiliza a tradição oral para falar o nome dos dois mágicos mais proeminentes do Egito, que aparecem durante o Êxodo (7:8). [2] E este não é a única fonte não-bíblica utilizada no Novo Testamento — outro exemplo mais conhecido aparece na Epístola de São Judas que cita o Livro de Enoque (Judas 14:15 c.f. Enoque 1:9).
Quando a Igreja canonizou os livros da Bíblia oficialmente, o principal propósito era estabelecer uma lista de livros autorizados, para proteger a Igreja dos livros espúrios que reivindicavam autoria apostólica, mas que eram na verdade, trabalhos de hereges (v.g. o Evangelho de Tomé). Os grupos heréticos não conseguiam basear seus ensinamentos na Santa Tradição, pois seus ensinamentos eram criados fora da Igreja, então a única maneira que possuíam para autorizar suas heresias era distorcendo o significado da Bíblia, além de forjar novos livros, apóstolos, ou santos do Velho Testamento. A Igreja sempre se defendeu contra os ensinamentos heréticos reivindicando as origens apostólicas da Santa Tradição (provando-as pela Sucessão Apostólica, c.f. o fato de que seus bispos e professores possuem uma descendência histórica e direta dos Apóstolos), e também reivindicando a universalidade da Fé Católica (c.f. o fato de que a Fé Católlica é a mesma fé que os Cristãos católicos sempre aceitaram ao longo da história e do mundo). A Igreja se defendeu contra os livros espúrios e heréticos estabelecendo uma lista autorizada de Livros Sagrados, que foram recebidos pela Igreja como Divinamente inspirados, tanto os do Velho Testamento como os de origem apostólica.
Estabelecendo a lista canônica da Bíblia Sagrada, a Igreja não pretende insinuar que toda a Fé Cristã e toda a informação necessária para a louvação e regra da Igreja está contida apenas na Bíblia. [3] Uma coisa que está além dos debates sérios é sobre a questão de quando a Igreja conclui os Cânones dos Livros Sagrados em fé e louvação, assim como a discussão se a fé a louvação atual é a mesma da do período primitivo — isto é uma verdade histórica. Como na estrutura da autoridade da Igreja, os bispos católicos em vários Concílios resolveram a questão do Cânon — e na Igreja Católica é assim até hoje quando qualquer pergunta sobre a doutrina ou a disciplina deve ser resolvida.
b) Qual o propósito dos escritos do Novo Testamento?
É ensinado nos estudos bíblicos protestantes (e penso que neste caso eles ensinam corretamente) que quando você estuda a Bíblia, entre muitas outras considerações, você deve primeiro considerar o gênero (ou tipo literário) de literatura que você está lendo em uma passagem particular, pois gêneros diferentes possuem gêneros diferentes. Outra consideração a ser tomada é sobre qual o assunto ou o propósito do livro que está sendo estudado. No Novo Testamento temos quatro tipos de gêneros literários: evangelho, narração histórica (Atos), epístola e apocalíptica ou profética (Revelação). Os Evangelhos foram escritos para testemunhar a vida de Cristo, sua morte e ressurreição. As narrativas contam a história de pessoas e figuras significativas e mostra a magnífica providência Divina agindo em tudo. Diversas epístolas foram escritas para responder perguntas específicas que surgiram em várias Igrejas, assim, muitos problemas não foram relatados com detalhes. Assuntos doutrinais eram discutidos para resolver problemas doutrinais e assuntos sobre louvação só eram discutidos quando aparecia algum problema relacionado (c.f. Coríntios 11:14). Os escritos apocalípticos (Revelação) foram escritos para mostrar o triunfo de Deus na história.
Notamos que não há referências literárias à louvação no Novo Testamento, e nem detalhes de como era a louvação na Igreja. No Velho Testamento há detalhes (e até exaustivos) sobre a louvação do povo de Israel (v.g. Levítico e Salmos) — no Novo Testamento há apenas sugestões escassas sobre a louvação dos cristãos primitivos. Mas qual o motivo? Certamente que não foi por não existir ordem em seus serviços religiosos — os historiadores litúrgicos afirmam que os cristãos primitivos continuavam firmemente na mesma louvação judaica herdada dos Apóstolos. Porém, até mesmo as parcas referências do Novo Testamento em relação à louvação da Igreja primitiva, nos mostra que eles estavam bem longe dos selvagens grupos "Carismáticos," os cristãos do Novo Testamento possuíam as mesmas louvações litúrgicas de seus pais: observavam as horas de oração (Atos 3:1), louvavam no Templo (Atos 2:46; 3:1; 21:26), além da louvação nas Sinagogas (Atos 18:4).
Nós também precisamos notar que nenhum dos tipos presentes da literatura do Novo Testamento tem o propósito de dar uma instrução doutrinal inclusiva — não há um catecismo ou uma teologia sistemática. Se a Bíblia é tudo que precisamos como cristãos, por que não há nenhuma declaração doutrinária inclusiva nela? Imagine como todas as controvérsias pudessem ter sido resolvidas se a Bíblia responde-se todas estas perguntas doutrinais claramente. Isso seria muito conveniente, mas tais coisas não são encontradas nos livros da Bíblia.
Que ninguém entenda mal a observação feita aqui. Nada disso deprecia a importância da Bíblia Sagrada — Deus proíbe tal coisa! Na Igreja Católica, a Bíblia é tida como totalmente inspirada por Deus, inerrante e autoritária, mas o fato é que a Bíblia não contém o ensinamento para todo assunto importante da Igreja. Como já declaramos, o Novo Testamento dá apenas um breve detalhe sobre como louvar — e isto não é de pequena importância. Além de que, a mesma Igreja que nos passou a Bíblia Sagrada, é a mesma que preservou os padrões de louvação que recebemos. Se nós desconfiamos da fidelidade desta Igreja em preservar a adoração Apostólica, também temos que desconfiar de sua fidelidade em preservar a Bíblia.
c) É a Bíblia, na prática, "totalmente suficiente" para os protestantes?
Os protestantes freqüentemente reivindicam que "acreditam apenas na Bíblia," mas várias perguntas aparecem quando a pessoa tenta examinar o atual uso que eles fazem da Bíblia. Por exemplo, por que os protestantes escrevem tantos livros sobre doutrina e a vida Cristã, se eles necessitam apenas da Bíblia? Se a Bíblia fosse o suficiente para entendê-la, por que eles simplesmente não utilizam apenas a Bíblia? E se ela é "totalmente suficiente," por quê isto não produz resultados suficientes, por exemplo: por quê os protestantes não acreditam na mesma coisa? Por que há tantos estudos bíblicos protestantes, se eles precisam apenas da Bíblia? Por que eles buscam outras áreas e materiais? Por que eles ensinam a bíblia ao povo — ao invés de apenas ler as Escrituras para as pessoas? A resposta eles nunca admitirão, mas os protestantes sabem que a Bíblia não pode ser entendida por si só. E na verdade, toda seita protestante possui seu corpo de tradições, mas nunca admitem ou a chama disso. Não é por acaso que as Testemunhas de Jeová acreditam nas mesmas coisas que os Batistas do Sul, mas não é por acaso que eles não acreditam nas mesmas coisas enfaticamente. Os Testemunhas de Jeová e os Batistas do Sul não propõem individualmente cada uma de suas idéias sobre a Bíblia, mas ensinam a crença de um certo modo — com uma tradição. Então a questão não é em acreditar ou não na tradição — a pergunta correta é qual a tradição que devermos usar para interpretar a Bíblia? Em qual tradição podemos confiar, na Tradição Apostólica da Igreja, ou na confusa e moderna tradição do Protestantismo, que não possui nenhuma raiz além do advento da Reforma Protestante?
2º Falsa Suposição: A Bíblia era a base da Igreja primitiva, e que a Tradição é apenas uma "corrupção" humana muito posterior.
É especialmente entre Evangélicos e Carismáticos que a palavra "tradição" é considerada um termo depreciativo, a tradição é rotulada como algo "carnal," "espiritualmente morta," "destrutiva," "legalista." Para o protestante que lê o Novo Testamento, a Bíblia condena a tradição como algo oposto à Bíblia. A imagem que eles têm dos cristãos primitivos é de que eles eram como os Evangélicos ou Carismáticos do século XX! Para eles é inconcebível que os cristãos primitivos possuíam uma louvação litúrgica, ou que eles tinham adquirido qualquer tradição — acreditam que isso ocorreu somente após a Igreja ter sido "corrompida," é assim que imaginam que tais coisas entraram na Igreja. É um sopro de vida para estes protestantes (assim como para mim) quando eles estudam a Igreja primitiva e os escritos dos primeiros Padres, e começam a sentir algo diferente do que sempre imaginaram ou foram conduzidos a sentir. Por exemplo, os cristãos primitivos não levavam suas Bíblias para a Igreja em cada domingo de estudo da Bíblia, devido ao longo tempo para se fazer uma cópia, e poucos possuíam suas próprias cópias da Bíblia. Ao invés disso, as cópias da Bíblia eram mantidas por pessoas designadas pela Igreja, que ficavam num local da Igreja destinado à louvação. Além de que, os cristãos não possuíam cópias do Velho Testamento, e muito menos do Novo Testamento (que não foi terminado antes do final do Primeiro Século, e não em sua forma canônica até o Quarto Século). Isto não é o mesmo que dizer que os cristãos primitivos não estudavam a Bíblia — eles estudavam, mas como um grupo, e não individualmente. E em grande parte do Primeiro Século, os cristãos estavam limitados em estudar apenas o Velho Testamento. Assim, como eles sabiam dos Evangelhos, dos ensinamentos de Cristo, de como louvar, em que acreditar sobre a natureza de Cristo, etc? Eles possuíam apenas a Tradição Oral dos Apóstolos, ensinamentos dos Apóstolos, especialmente durante a virada do primeiro século. Depois as gerações futuras tiveram acesso às Escrituras dos Apóstolos pelo Novo Testamento, mas a Igreja primitiva foi totalmente dependente da Tradição Oral para ter conhecimento da Fé Cristã.
Esta dependência da Tradição é descrita em vários lugares do Novo Testamento. Por exemplo, quando São Paulo exorta os Tessalonicenses: "Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai as tradições que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa" (II Tessalonicenses 2:15).
A palavra traduzida como "tradição" é a palavra grega "paradosis" — que é traduzida de maneira diferente em algumas Bíblias protestantes, mas é a mesma palavra que os Ortodoxos Gregos usam para falar da Tradição, e poucos estudantes competentes da Bíblia discutiram seu significado. A própria palavra significa literalmente "meio por qual algo é transmitido," e é a mesma palavra utilizada negativamente para os falsos ensinamentos dos Fariseus (Marcos 7:3-8), e referida também para a autoridade de um Cristão para ensinar (I Coríntios 11:2. II Tessalonicenses 2:15). Qual a diferença entre a tradição dos Fariseus e a Tradição aprovada pela Igreja? A Fonte! Cristo deixou bem claro qual era a fonte das tradições dos Fariseus, quando a chamou de "tradição dos homens" (Marcos 7:8). São Paulo faz outras referências às tradições: "Eu vos felicito, porque em tudo vos lembrais de mim, e guardais as minhas tradições (paradoseis), tais como eu vo-las transmiti" (I Coríntios 11:2), mas onde ele adquiriu estas tradições anteriores? "Eu recebi do Senhor o que vos transmiti (paredoka): que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão" (I Coríntios 11:23). Assim a Igreja Católica recorre ao falar da Tradição Apostólica: "entregue (paradotheise) de uma vez para sempre aos santos" (Judas 3). Sua fonte é o Cristo, que a entregou diretamente aos Apóstolos, com tudo aquilo que Ele disse fez, como o que está escrito: "nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever" (João 21:25). Os Apóstolos entregaram este conhecimento para toda a Igreja, e a Igreja, tornou-se a "coluna e sustentáculo da verdade" (I Timóteo 3:15).
O testemunho do Novo Testamento é claro neste ponto: os cristãos primitivos receberam as Tradições escritas e orais pelos Apóstolos de Cristo. Da Tradição escrita eles possuíam apenas fragmentos — uma igreja local possuía uma Epístola, outra um Evangelho. Os escritos foram reunidos gradualmente, e colocados no livro que se tornou o Novo Testamento. E como os cristãos primitivos sabiam quais eram os livros autênticos e quais não eram — já que havia numerosas epístolas e evangelhos espúrios reivindicados por hereges como escritos dos Apóstolos? Foi a Tradição Apostólica oral que os ajudou a Igreja nesta tarefa.
Se a Igreja perder a pura Tradição Apostólica, a Verdade deixa de ser a Verdade — pois a Igreja é a coluna e o sustentáculo da Verdade (I Timóteo 3:15). A crença protestante sobre a história da Igreja, de que a Igreja caiu em apostasia durante o período de Constantino até a Reforma, deixou estes e muitos outros trechos da Bíblia sem sentido. Se a Igreja deixa de existir, mesmo que por um dia, os portões do inferno a venceram naquele dia. Se o caso fosse este, Cristo teria descrito de maneira diferente a Igreja na parábola da semente de mostarda (Mateus 13:31-32), Ele deveria ter falado que no lugar da semente uma nova semente teria brotado mais tarde — mas ao invés disso, Ele usou a figura de uma semente de mostarda que começa pequena, mas cresce continuamente e se torna a maior planta do jardim.
Sobre esta posição, deveria ter existido algum grupo verdadeiro de fiéis protestantes, que sobreviveram durante mil anos nas cavernas, mas onde está a evidência deles? Os Waldensianos, que são apontados como seus precursores por todas as seitas dos Pentecostais às Testemunhas de Jeová, não existiam antes do século XII. Eles dizem que estes verdadeiros fiéis sofreram valentemente as ferozes perseguições dos romanos, e que se esconderam nas colinas até quando o Cristianismo tornou-se uma religião legal. E isso pode até parecer possível, quando comparada com a noção de que um grupo tenha sobrevivido por mil anos sem deixar nenhum rastro de evidência histórica sobre sua existência.
A Sola Scriptura é uma grande avalanche iniciada pela Reforma Protestante e que ao longo do tempo por onde passa (onde é aceita) vai destruindo os principais fundamentos do Cristianismo Apostólico. Ela caminha para a destruição total da Fé. Para atestar isso basta compararmos a grande diferença entre a fé Reformada e a fé Pentecostal, por exemplo. Os Reformadores tinham catecismos, criam na necessidade dos sacramentos, batizavam as crianças, reconheciam Santa Maria como Mãe de Deus. E hoje será que é possível econtrar tal credo entre os Pentecostais? O protestantismo ao abandonar a Eclesiologia Apostólica (conceito que crê que a Igreja de Cristo é Visível, possui Governo, que é Mãe e Mestra dos Cristãos, que surge de Deus e vem até os fiéis, etc) colocou em seu lugar o relativismo. Não é sem motivo que muitos protestantes estão a caminho do fenômeno então chamado por "A Fé sem Religião" ou "Deus sem Religião".
Você pode imaginar que o sistema de crenças Protestante tem como sua principal doutrina a teoria de que somente a Bíblia possui autoridade em assuntos de Fé, buscando provar que esta doutrina tem seus próprios critérios. A pessoa provavelmente espera que os protestantes mostrem diversos textos da Bíblia que prove esta doutrina — que é a base de toda a doutrina protestante. A pessoa espera dois ou três textos sólidos, que apresentam claramente esta doutrina — dizem eles da Bíblia: "Pelo depoimento de duas ou três testemunhas se resolve toda a questão" (II Coríntios 13:1). Contudo, como o menino da fábula que teve que mostrar que o Imperador estava nu, tenho que mostrar que não há um único verso na Bíblia em sua totalidade que comprove a doutrina da Sola Scriptura. Não há nada que comprove isso. Ah sim, há inúmeros lugares da Bíblia que falam de sua inspiração, autoridade e utilidade — mas não há um lugar da Bíblia que ensine que somente a Bíblia é autorizada a seus fiéis. Se tal ensinamento estivesse pelo menos implícito, os Pais da Igreja teriam seguramente ensinado esta doutrina, mas qual Santo Padre ensinou tal coisa? Por isso que o ensinamento fundamental do Protestantismo é autodestrutivo, contradiz a si mesmo. Mas a doutrina da Sola Scriptura não é apenas não ensinada pela Bíblia — ela contradiz a Bíblia especificamente (já discutimos isso), que ensina que a Santa Tradição também está ligada ao Cristianismo (II Tessalonicenses 2:15; I Coríntios 11:2).
Talvez a Bíblia Sagrada seja o ápice da Santa Tradição da Igreja, mas a grandiosidade da elevada altura em que a Bíblia subiu depende da grande montanha em que ela está firmada. Retirada de seu contexto, da Santa Tradição, a pedra sólida da Bíblia torna-se uma mera bola de barro, que pode ser moldada facilmente por qualquer modelador que assim desejar. Não é nada honroso distorcer e abusar da Bíblia, mesmo que isso seja feito em nome de sua autoridade.
O que é a Igreja Católica em comparação ao protestantismo?
Fonte: www.catolicismo.com.br
O protestantismo só pode viver da negação do catolicismo. Assim, se o catolicismo pudesse morrer - o que é impossível - no mesmo dia e na mesma hora estaria morto o protestantismo.
A Igreja católica é o objeto positivo; o protestantismo é a sua negação. A Igreja católica é o sol luminoso e resplandecente do dia; o protestantismo é as trevas da noite onde se tropeça e perde o caminho: "Vae ponentes tenebras lucem" (Is 5, 20)
A Igreja católica é uma instituição que mantém a unidade através do Papa, o protestantismo é a anarquia, a desordem, onde cada pastor é livre em sua interpretação, onde cada fiel é inspirado pelo espírito santo: "Super hanc petram aedificabo ecclesiam meam" (Mt 16, 18).
A Igreja católica é a árvore frondosa, em cujos ramos as aves do céu, que são os santos, fazem seus ninhos; o protestantismo procura envolver o tronco e chupar-lhe a seiva, para esterilizá-lo. "Fit arbor, ita ut volucres caeli... habitent in ramis ejus" (Mt 13, 32).
A Igreja católica é o farol luminoso, que Deus colocou à beira da estrada humana, para indicar aos homens a verdade e a virtude; o protestantismo é a noite escura da interpretação pessoal, do subjetivismo e do orgulho individual, que cega o olhar do viajante e o faz precipitar-se no abismo. "Possui te in lucem gentium" (At 13, 47).
A Igreja católica é a ponte que liga a terra ao céu, e onde os homens devem passar para, da terra, subirem ao céu; o protestantismo é o abismo que desvia as almas da ponte. "Arcta via est, quae ducit ad vitam" (Mt 7, 14).
A Igreja católica é a arca fora da qual ninguém se salva, sendo todos - como no dilúvio - arrastados pelas ondas em furor; o protestantismo é o arrecife, formado pelas árvores arrancadas, pelas casas destruídas, que procura atalhar a navegação da arca. "Tanquam navis quae pertransit fluctuantem aquam" (Sab 5, 10).
A Igreja é a barca de S. Pedro que leva, através do oceano do mundo, os filhos de Deus, até aportar no céu; o protestantismo é o vento rígido que sopra contra a barquinha procurando afogá-la. "Navicula... in medio maris factabatur fluctibus" (Mt 14, 24).
A Igreja católica é a salvação prometida pelo Salvador; é a porta do céu; o protestantismo é a perdição das almas na negação da Igreja. "Si ecclesiam non audierit, sit tibi sicut ethnicus" (Mt 18, 17).
A Igreja católica é o Reino de Deus, reino triunfante no céu; reino padecente no purgatório, reino militante na terra; o protestantismo, estando fora deste tríplice reino...
Para terminar, resumamos tudo em duas palavras: a igreja católica é a obra de Deus, fundada por Deus, sustentada por Deus, inspirada por Deus, fazendo as obras de Deus; o protestantismo é obra dos homens.
O protestantismo só pode viver da negação do catolicismo. Assim, se o catolicismo pudesse morrer - o que é impossível - no mesmo dia e na mesma hora estaria morto o protestantismo.
A Igreja católica é o objeto positivo; o protestantismo é a sua negação. A Igreja católica é o sol luminoso e resplandecente do dia; o protestantismo é as trevas da noite onde se tropeça e perde o caminho: "Vae ponentes tenebras lucem" (Is 5, 20)
A Igreja católica é uma instituição que mantém a unidade através do Papa, o protestantismo é a anarquia, a desordem, onde cada pastor é livre em sua interpretação, onde cada fiel é inspirado pelo espírito santo: "Super hanc petram aedificabo ecclesiam meam" (Mt 16, 18).
A Igreja católica é a árvore frondosa, em cujos ramos as aves do céu, que são os santos, fazem seus ninhos; o protestantismo procura envolver o tronco e chupar-lhe a seiva, para esterilizá-lo. "Fit arbor, ita ut volucres caeli... habitent in ramis ejus" (Mt 13, 32).
A Igreja católica é o farol luminoso, que Deus colocou à beira da estrada humana, para indicar aos homens a verdade e a virtude; o protestantismo é a noite escura da interpretação pessoal, do subjetivismo e do orgulho individual, que cega o olhar do viajante e o faz precipitar-se no abismo. "Possui te in lucem gentium" (At 13, 47).
A Igreja católica é a ponte que liga a terra ao céu, e onde os homens devem passar para, da terra, subirem ao céu; o protestantismo é o abismo que desvia as almas da ponte. "Arcta via est, quae ducit ad vitam" (Mt 7, 14).
A Igreja católica é a arca fora da qual ninguém se salva, sendo todos - como no dilúvio - arrastados pelas ondas em furor; o protestantismo é o arrecife, formado pelas árvores arrancadas, pelas casas destruídas, que procura atalhar a navegação da arca. "Tanquam navis quae pertransit fluctuantem aquam" (Sab 5, 10).
A Igreja é a barca de S. Pedro que leva, através do oceano do mundo, os filhos de Deus, até aportar no céu; o protestantismo é o vento rígido que sopra contra a barquinha procurando afogá-la. "Navicula... in medio maris factabatur fluctibus" (Mt 14, 24).
A Igreja católica é a salvação prometida pelo Salvador; é a porta do céu; o protestantismo é a perdição das almas na negação da Igreja. "Si ecclesiam non audierit, sit tibi sicut ethnicus" (Mt 18, 17).
A Igreja católica é o Reino de Deus, reino triunfante no céu; reino padecente no purgatório, reino militante na terra; o protestantismo, estando fora deste tríplice reino...
Para terminar, resumamos tudo em duas palavras: a igreja católica é a obra de Deus, fundada por Deus, sustentada por Deus, inspirada por Deus, fazendo as obras de Deus; o protestantismo é obra dos homens.
Contra o que protestam os protestantes?
Fonte: www.catolicismo.com.br
Os protestantes protestam contra a Igreja católica e contra os ensinamentos da mesma.
Cristo, o verdadeiro Deus, dirigindo-se a Pedro, disse: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16, 18). "Estarei convosco até o fim dos séculos" (Mt. 28, 20). "Se alguém, ainda que fosse um anjo do céu, vos anunciasse outro evangelho além do que vos tenho anunciado, seja anátema" (Gal 1, 8), "Pedro, rezei por ti, para que a tua fé nunca venha a se desfalecer" (Lc 22, 32).
Tudo isso é claro: é tal um sol refulgente!
O protestante, entretanto, protesta e grita precipitadamente: "Não! S. Pedro não é o chefe da Igreja! Não, ele não é o primeiro Papa! Ele nunca esteve em Roma! Não tem autoridade!"
Se os protestantes fossem sinceros, eles deveriam reconhecer que só acreditam no protesto, pois eles negam o que a Igreja afirma e afirmam o que a Igreja nega. Eis a religião protestante.
A Igreja católica crê que S. Pedro e seus sucessores são os representantes de Cristo na Terra. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na pureza Imaculada da Mãe de Deus, honrando-a e invocando-a. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na confissão, no poder que o sacerdote recebeu de Cristo, de perdoar os pecados. Os protestantes protestam!
A Igreja crê no céu para os justos, no inferno para os maus e no purgatório para aqueles que têm de expiar ainda umas faltas. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na intercessão dos santos, no culto dos finados, na união que existe entre os vivos e os mortos. Os protestantes protestam!
A Igreja crê nos sete sacramentos, no poder da oração, no valor das boas obras, nas indulgências concedidas pela Igreja. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na Bíblia, como um livro divino, exigindo uma interpretação autêntica, feita por uma autoridade legítima. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na Tradição, conforme as palavras de S. Paulo: "Conservai as tradições que aprendestes, ou por nossas palavras, ou nossa carta" (2 Tess 2, 15). Os protestantes protestam!
Bem que se aplicam a eles as palavras de S. Paulo: "Muitos andam... que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição, cujo deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas" (Filip. 3, 18-19). Nos Evangelhos, não é menos taxativo o Filho de Deus: "Ai de vós... hipócritas, porque percorreis mar e terra para fazer um prosélito, e depois de o ter ganho, o fazeis filho do inferno, duas vezes mais do que vós" (Mt 23, 15). E S. Paulo aos Romanos: "Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus... antes se desvaneceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos" (1 Rm 21-22)
Mas, não serão palavras duras demais? Não, pois a confusão de doutrina, a divisão na cristandade, o desvio de tantas almas, tudo isso é gravíssimo!
A primeira obra que uma religião deve fazer é provar sua autenticidade, a autoridade e a legitimidade do seu ensino. Em outros termos, é provar os seus dogmas.
Por que razão não o fazem os protestantes? Pela razão muito simples de não terem dogmas. A negação ou o protesto não se sustentam por si mesmos, só podem existir onde há uma coisa positiva, que se possa negar, onde há uma verdade contra a qual se possa protestar...
Os protestantes protestam contra a Igreja católica e contra os ensinamentos da mesma.
Cristo, o verdadeiro Deus, dirigindo-se a Pedro, disse: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16, 18). "Estarei convosco até o fim dos séculos" (Mt. 28, 20). "Se alguém, ainda que fosse um anjo do céu, vos anunciasse outro evangelho além do que vos tenho anunciado, seja anátema" (Gal 1, 8), "Pedro, rezei por ti, para que a tua fé nunca venha a se desfalecer" (Lc 22, 32).
Tudo isso é claro: é tal um sol refulgente!
O protestante, entretanto, protesta e grita precipitadamente: "Não! S. Pedro não é o chefe da Igreja! Não, ele não é o primeiro Papa! Ele nunca esteve em Roma! Não tem autoridade!"
Se os protestantes fossem sinceros, eles deveriam reconhecer que só acreditam no protesto, pois eles negam o que a Igreja afirma e afirmam o que a Igreja nega. Eis a religião protestante.
A Igreja católica crê que S. Pedro e seus sucessores são os representantes de Cristo na Terra. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na pureza Imaculada da Mãe de Deus, honrando-a e invocando-a. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na confissão, no poder que o sacerdote recebeu de Cristo, de perdoar os pecados. Os protestantes protestam!
A Igreja crê no céu para os justos, no inferno para os maus e no purgatório para aqueles que têm de expiar ainda umas faltas. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na intercessão dos santos, no culto dos finados, na união que existe entre os vivos e os mortos. Os protestantes protestam!
A Igreja crê nos sete sacramentos, no poder da oração, no valor das boas obras, nas indulgências concedidas pela Igreja. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na Bíblia, como um livro divino, exigindo uma interpretação autêntica, feita por uma autoridade legítima. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na Tradição, conforme as palavras de S. Paulo: "Conservai as tradições que aprendestes, ou por nossas palavras, ou nossa carta" (2 Tess 2, 15). Os protestantes protestam!
Bem que se aplicam a eles as palavras de S. Paulo: "Muitos andam... que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição, cujo deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas" (Filip. 3, 18-19). Nos Evangelhos, não é menos taxativo o Filho de Deus: "Ai de vós... hipócritas, porque percorreis mar e terra para fazer um prosélito, e depois de o ter ganho, o fazeis filho do inferno, duas vezes mais do que vós" (Mt 23, 15). E S. Paulo aos Romanos: "Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus... antes se desvaneceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos" (1 Rm 21-22)
Mas, não serão palavras duras demais? Não, pois a confusão de doutrina, a divisão na cristandade, o desvio de tantas almas, tudo isso é gravíssimo!
A primeira obra que uma religião deve fazer é provar sua autenticidade, a autoridade e a legitimidade do seu ensino. Em outros termos, é provar os seus dogmas.
Por que razão não o fazem os protestantes? Pela razão muito simples de não terem dogmas. A negação ou o protesto não se sustentam por si mesmos, só podem existir onde há uma coisa positiva, que se possa negar, onde há uma verdade contra a qual se possa protestar...
A sã doutrina
Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: Dom Eugenio Sales, Arcebispo emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Transmissão: Vicente Gargiulo
Sem dúvida, a previsão de São Paulo em sua II Carta a Timóteo (4,3) tem se realizado, muitas vezes, na história da Igreja. Em nossos dias pode ser constatada, com facilidade, a presença do que havia sido, tantos séculos atrás, objeto de orientação pastoral do Apóstolo a seu discípulo Timóteo: “Os homens (...) desejosos de ouvir novidades, escolherão para si uma multidão de mestres, ao sabor de suas paixões e hão de afastar os ouvidos da verdade, aplicando-os às fábulas”. Entre nós, com freqüência, ouvimos afirmativas que revelam o quanto é importante refletir sobre essa advertência de Paulo a Timóteo e como preservar a nossa fé católica.
A simples afirmativa de alguém que se diz membro integrante de nossa comunidade não é suficiente para prestar crédito a seus ensinamentos, nem mesmo o fato de ocupar posições na Igreja. E como saber onde está a verdade, como distinguir o erro, em assuntos de moral e disciplina, da doutrina autêntica frente a novas questões que surgem e nos interpelam? Ocorre, repetidas vezes, o fato de temas religiosos serem levianamente tratados por pessoas – mesmo com boa intenção – mas pouco versadas no verdadeiro ensino da Igreja. Desconhecem a Instituição fundada pelo Senhor Jesus ou – o que é mais grave – são contrários à mesma. O anticlericalismo é muito mais atuante, utilizando os meios de comunicação social, do que se pode pensar. Facilmente criam um clima hostil seus pronunciamentos e juízos quando emitidos por pessoas ignorantes em matéria religiosa mesmo sendo peritos em assuntos profanos. O prestígio de que gozam em decorrência de seu nível cultural em outros campos, agrava os erros em assuntos que desconhecem ou sobre os quais estão despreparados. Com freqüência, quando são apenas batizados ou alcançaram um nível primário sobre as diretrizes da Igreja, declaram-se “católicos” e, ao exporem suas idéias, por razões acima alegadas, provocam grande mal nos meios mediocremente conhecedores da Obra de Cristo. Um outro fato, altamente pernicioso, é a atmosfera permissiva que nos envolve. Ela facilita as modificações indevidas na disciplina eclesial. Tem-se a impressão de que Cristo estruturou sua obra à semelhança de um supermercado. Neste se entra e se escolhe o que bem agrada. Assim, esses nossos irmãos elaboram um novo credo, uma moral conveniente ao desejo de cada um e o rotulam de “católico”.
Nossa época sofre grande influência das correntes hostis ao cristianismo. Busca-se justificar o prazer, aceita-se o domínio do egoísmo, há uma liberdade sexual que destrói os princípios cristãos. É um mundo bem diverso dos ensinamentos de Cristo. Nosso Senhor havia previsto: “Se o mundo vos odeia, sabei que odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia” (Jo 15,18-20).
A Igreja está presente na Humanidade para dar testemunho da verdade. O Espírito Santo a dirige. Pelo Magistério vivo, deixado por Jesus, aplica-se a diretriz ao momento histórico em que vive a comunidade. Goza de uma garantia: “Eis que estarei convosco até ao fim dos tempos. Ide e ensinai” (Mt 28,19-20). No cumprimento dessa ordem, a Igreja não procura agradar ao mundo, mas obedecer a Deus. E como a doutrina deve ser a mesma em todo o mundo, a ninguém é lícito selecionar o que julga ser o autêntico; devemos obedecer a quem recebeu o encargo de “apascentar o rebanho”. A 23 de novembro último, falando ao Episcopado belga em visita ad limina, afirmou João Paulo II: “Nossa responsabilidade episcopal consiste em fazer ouvir, com vigor e clarividência, o anúncio da salvação de Deus (...) numa sociedade que está a perder os seus pontos de referências tradicionais e que favorece de bom grado um relativismo generalizado em nome do pluralismo, o nosso dever primordial consiste em dar a conhecer Cristo, o seu Evangelho de paz e a nova luz que Ele faz brilhar sobre o destino dos homens”.
Alguns, impressionados pelo crescimento das seitas, perguntam se o papa e os bispos não deveriam adaptar a doutrina e a disciplina eclesial à mentalidade hodierna. E vem a defesa de concessões, já tantas vezes proclamada. Recordo-me que o compromisso é com a Verdade. E aí está a explicação de ter a Igreja superado em dois mil anos, todas as crises.
Nesse quadro, o que me parece ser o mais nocivo é o uso abusivo do nome de “católico” por pessoas que optaram por posições disciplinares e doutrinais à margem da legítima autoridade eclesial. Os ataques, caluniosos ou não, que partem de pessoas ou grupos ostensivamente contrários à Igreja, causam menor mal se comparados com os que se originam de quem se proclame membro de comunidade eclesial. Em um Congresso que se afirmava católico, realizado meses atrás, em Madri (Universidad Carlos III), chegaram à seguinte conclusão: “Hay que modificar esta Iglesia”. Na realidade é uma outra religião que propõem; insistem em aproveitar a força moral da Igreja Católica, subvertê-la, mas mantendo-se nela, pelo menos aparentemente.
Esse comportamento condenável encontra na firmeza de João Paulo II um obstáculo. Por isto, tentam afastar o Papa, alegando enfermidade e a idade avançada, mesmo ele permanecendo inteiramente lúcido.
De modo particular, em nossos dias, urge ser fiel ao Sucessor de Pedro, colocado por Deus, com a missão de “confirmar seus irmãos”. Seja qual for a opinião de quem dele diverge, mais vale obedecer ao Senhor, observando as diretrizes do papa.
Em meio às opiniões divergentes, ouçamos a solene exortação de Paulo, em sua carta a Timóteo: “Conjuro-te, diante de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos e em nome de Sua aparição, do Seu Reino: Prega a Palavra, insiste oportuna e inoportunamente, repreende, censura e exorta com bondade e doutrina. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina.” (2Tim 4,1-3).
Autor: Dom Eugenio Sales, Arcebispo emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Transmissão: Vicente Gargiulo
Sem dúvida, a previsão de São Paulo em sua II Carta a Timóteo (4,3) tem se realizado, muitas vezes, na história da Igreja. Em nossos dias pode ser constatada, com facilidade, a presença do que havia sido, tantos séculos atrás, objeto de orientação pastoral do Apóstolo a seu discípulo Timóteo: “Os homens (...) desejosos de ouvir novidades, escolherão para si uma multidão de mestres, ao sabor de suas paixões e hão de afastar os ouvidos da verdade, aplicando-os às fábulas”. Entre nós, com freqüência, ouvimos afirmativas que revelam o quanto é importante refletir sobre essa advertência de Paulo a Timóteo e como preservar a nossa fé católica.
A simples afirmativa de alguém que se diz membro integrante de nossa comunidade não é suficiente para prestar crédito a seus ensinamentos, nem mesmo o fato de ocupar posições na Igreja. E como saber onde está a verdade, como distinguir o erro, em assuntos de moral e disciplina, da doutrina autêntica frente a novas questões que surgem e nos interpelam? Ocorre, repetidas vezes, o fato de temas religiosos serem levianamente tratados por pessoas – mesmo com boa intenção – mas pouco versadas no verdadeiro ensino da Igreja. Desconhecem a Instituição fundada pelo Senhor Jesus ou – o que é mais grave – são contrários à mesma. O anticlericalismo é muito mais atuante, utilizando os meios de comunicação social, do que se pode pensar. Facilmente criam um clima hostil seus pronunciamentos e juízos quando emitidos por pessoas ignorantes em matéria religiosa mesmo sendo peritos em assuntos profanos. O prestígio de que gozam em decorrência de seu nível cultural em outros campos, agrava os erros em assuntos que desconhecem ou sobre os quais estão despreparados. Com freqüência, quando são apenas batizados ou alcançaram um nível primário sobre as diretrizes da Igreja, declaram-se “católicos” e, ao exporem suas idéias, por razões acima alegadas, provocam grande mal nos meios mediocremente conhecedores da Obra de Cristo. Um outro fato, altamente pernicioso, é a atmosfera permissiva que nos envolve. Ela facilita as modificações indevidas na disciplina eclesial. Tem-se a impressão de que Cristo estruturou sua obra à semelhança de um supermercado. Neste se entra e se escolhe o que bem agrada. Assim, esses nossos irmãos elaboram um novo credo, uma moral conveniente ao desejo de cada um e o rotulam de “católico”.
Nossa época sofre grande influência das correntes hostis ao cristianismo. Busca-se justificar o prazer, aceita-se o domínio do egoísmo, há uma liberdade sexual que destrói os princípios cristãos. É um mundo bem diverso dos ensinamentos de Cristo. Nosso Senhor havia previsto: “Se o mundo vos odeia, sabei que odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia” (Jo 15,18-20).
A Igreja está presente na Humanidade para dar testemunho da verdade. O Espírito Santo a dirige. Pelo Magistério vivo, deixado por Jesus, aplica-se a diretriz ao momento histórico em que vive a comunidade. Goza de uma garantia: “Eis que estarei convosco até ao fim dos tempos. Ide e ensinai” (Mt 28,19-20). No cumprimento dessa ordem, a Igreja não procura agradar ao mundo, mas obedecer a Deus. E como a doutrina deve ser a mesma em todo o mundo, a ninguém é lícito selecionar o que julga ser o autêntico; devemos obedecer a quem recebeu o encargo de “apascentar o rebanho”. A 23 de novembro último, falando ao Episcopado belga em visita ad limina, afirmou João Paulo II: “Nossa responsabilidade episcopal consiste em fazer ouvir, com vigor e clarividência, o anúncio da salvação de Deus (...) numa sociedade que está a perder os seus pontos de referências tradicionais e que favorece de bom grado um relativismo generalizado em nome do pluralismo, o nosso dever primordial consiste em dar a conhecer Cristo, o seu Evangelho de paz e a nova luz que Ele faz brilhar sobre o destino dos homens”.
Alguns, impressionados pelo crescimento das seitas, perguntam se o papa e os bispos não deveriam adaptar a doutrina e a disciplina eclesial à mentalidade hodierna. E vem a defesa de concessões, já tantas vezes proclamada. Recordo-me que o compromisso é com a Verdade. E aí está a explicação de ter a Igreja superado em dois mil anos, todas as crises.
Nesse quadro, o que me parece ser o mais nocivo é o uso abusivo do nome de “católico” por pessoas que optaram por posições disciplinares e doutrinais à margem da legítima autoridade eclesial. Os ataques, caluniosos ou não, que partem de pessoas ou grupos ostensivamente contrários à Igreja, causam menor mal se comparados com os que se originam de quem se proclame membro de comunidade eclesial. Em um Congresso que se afirmava católico, realizado meses atrás, em Madri (Universidad Carlos III), chegaram à seguinte conclusão: “Hay que modificar esta Iglesia”. Na realidade é uma outra religião que propõem; insistem em aproveitar a força moral da Igreja Católica, subvertê-la, mas mantendo-se nela, pelo menos aparentemente.
Esse comportamento condenável encontra na firmeza de João Paulo II um obstáculo. Por isto, tentam afastar o Papa, alegando enfermidade e a idade avançada, mesmo ele permanecendo inteiramente lúcido.
De modo particular, em nossos dias, urge ser fiel ao Sucessor de Pedro, colocado por Deus, com a missão de “confirmar seus irmãos”. Seja qual for a opinião de quem dele diverge, mais vale obedecer ao Senhor, observando as diretrizes do papa.
Em meio às opiniões divergentes, ouçamos a solene exortação de Paulo, em sua carta a Timóteo: “Conjuro-te, diante de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos e em nome de Sua aparição, do Seu Reino: Prega a Palavra, insiste oportuna e inoportunamente, repreende, censura e exorta com bondade e doutrina. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina.” (2Tim 4,1-3).
Protestantismo: o que dizer?
Por: Fabiano Carvalho
Se Deus é um,
Se Cristo é um,
Se a verdade que Eles ensinaram é só uma,
Deve haver só uma interpretação.
Então, porque existem milhares de seitas ditas cristãs?
Porque cada uma prega uma verdade diferente?
Porque cada uma tem sua interpretação bíblica diferente?
Porque cada uma prega um Deus diferente?
Porque cada uma prega um Cristo diferente?
Porque cada uma tem uma moral diferente?
Só a IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA,
Veio através dos séculos desde Cristo até nossos tempos.
Os protestantes surgiram em 1517 dC, note quanta distância,
E desde então vem se dividindo e subdividindo cada vez mais.
Será que isto está certo?
Pois, Jesus nos disse:
“haja um só rebanho e um só pastor (Jo 10, 16)”
e também disse:
“que todos sejam um como tu Pai está em Mim e Eu em Ti (Jo 17, 21)”
“tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha igreja (Mt 16, 18)”
note bem Jesus disse “a minha igreja” portanto é só uma .
E não milhares de seitas divididas e até hostis entre si,
Jesus quer a unidade e não a divisão.
Portanto o protestantismo é o maior contra-testemunho que o cristianismo pode dar em toda sua História.
“Mas o espírito expressamente diz que em tempos posteriores (a partir de 1517 dC) alguns apostatarão da fé (Lutero, Smith, Calvino, Daniel Berg, Edir Macedo, Ruterford e todos seus seguidores, etc), dando ouvidos a espíritos enganadores (a ganância, o orgulho, os fundadores das seitas protestantes), e a doutrinas de demônios (a maioria das seitas protestantes julgam as doenças ser causadas por demônios usam o demônio para atemorizar seus fieis e em seus cultos dão mais ênfase ao demônio que a Deus), pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada (isso é próprio de pastores para ganhar fieis), proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos (os protestantes proíbem comer carne de animais sufocados e sangue e os adventistas costumam ate ser vegetarianos ou não comem também carne de porco) que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade.” (1 Tm 4.1-3)
A igreja nasceu antes das escrituras; antes que estas existissem, já existia a igreja e a pregação de viva voz; a fé da igreja é anterior ao texto escrito. Foi a igreja quem a berçou; é a igreja quem a identifica, a abona e a entrega aos fiéis, geração por geração. por isso é falso querer julgar a igreja com a bíblia na mão, como se a bíblia fosse juiz e o critério para se avaliar a igreja; a bíblia nasceu da igreja e não vice–versa. o antigo testamento foi catalogado pelos judeus e o novo testamento catalogado pelos católicos. Foram também os católicos quem dividiu a bíblia em capítulos e versículos.
Foram monges católicos que preservaram a bíblia por séculos, copiando-a manualmente em material frágil. Se você raciocinar um pouquinho, verá que sem a igreja católica você não conheceria a bíblia.
O protestantismo separa Cristo da igreja; nem dentro do âmbito protestante se guarda a unidade. Contudo, acontece que na bíblia ocorre uma realidade muito clara, não podemos mais separar a realidade de Cristo da realidade da igreja. A palavra de Deus é clara neste ponto: a igreja é o corpo de Cristo (Cl 1,18). Quem persegue a igreja, persegue o Cristo(At 9,1-6). São Paulo compara ao mistério da união entre o homem e a mulher (Ef 5,31-32). Desde a antiguidade era demonstrado que a fé ou crença na igreja era parte da fé cristã.
A união de Cristo com a igreja está selada eternamente por vontade divina. Se isto está claro, cabe aqui uma pergunta: atacar a igreja não é exatamente o mesmo que atacar a Cristo?
É cristão, portanto, dividir o corpo de Cristo em milhares de fragmentos? Ou, pelo contrário, a divisão da unidade da igreja, do corpo de Cristo não é a arma mais poderosa de satanás se poderia servir durante a história da igreja? o protestante que entende esta realidade se é honesto e inteligente, necessariamente tem de deixar de ser protestante, a menos que queira pecar gravemente contra Deus. É evidente que um sistema religioso que afirma aceitar inteiramente o Cristo e todo o seu ensinamento, mas que leva em sua essência o vírus mortal da divisão do corpo de Cristo, somente pode ser definido como anticristo. parece forte dizer isto, mas a verdade é que o protestantismo é a negação de Cristo desde o momento em que, na prática, nega a existência de uma só fé, com um só batismo e um só credo. e, negando a existência dessa igreja, que é o corpo de Cristo, está negando o próprio Cristo. a reforma protestante foi o maior levante de aniquilação da igreja que a história já viu, levando os séculos posteriores ao relativismo e ao ateísmo.
é incompatível dizer que pertence a Cristo e pertencer a um sistema religioso que mutila continuamente o corpo de Cristo.
Quem divide o corpo de Cristo, divide o próprio Cristo por isso é anticristão.
O protestantismo separa Cristo da igreja; nem dentro do âmbito protestante se guarda a unidade. Contudo, acontece que na bíblia ocorre uma realidade muito clara, não podemos mais separar a realidade de Cristo da realidade da igreja. A palavra de Deus é clara neste ponto: a igreja é o corpo de Cristo (Cl 1,18). quem persegue a igreja, persegue o Cristo(at 9,1-6). São Paulo compara ao mistério da união entre o homem e a mulher (Ef 5,31-32). Desde a antiguidade era demonstrado que a fé ou crença na igreja era parte da fé cristã.
A união de Cristo com a igreja está selada eternamente por vontade divina. Se isto está claro, cabe aqui uma pergunta: atacar a igreja não é exatamente o mesmo que atacar a Cristo?
É cristão, portanto, dividir o corpo de Cristo em milhares de fragmentos? Ou, pelo contrário, a divisão da unidade da igreja, do corpo de Cristo não é a arma mais poderosa de satanás se poderia servir durante a história da igreja?
O protestante que entende esta realidade se é honesto e inteligente, necessariamente tem de deixar de ser protestante, a menos que queira pecar gravemente contra Deus. é evidente que um sistema religioso que afirma aceitar inteiramente o Cristo e todo o seu ensinamento, mas que leva em sua essência o vírus mortal da divisão do corpo de Cristo, somente pode ser definido como anticristo. Parece forte dizer isto, mas a verdade é que o protestantismo é a negação de Cristo desde o momento em que, na prática, nega a existência de uma só fé, com um só batismo e um só credo. e, negando a existência dessa igreja, que é o corpo de Cristo, está negando o próprio Cristo. a reforma protestante foi o maior levante de aniquilação da igreja que a história já viu, levando os séculos posteriores ao relativismo e ao ateísmo.
é incompatível dizer que pertence a Cristo e pertencer a um sistema religioso que mutila continuamente o corpo de Cristo. quem divide o corpo de Cristo, divide o próprio Cristo por isso é anticristão.
por isso a fé do livre exame da bíblia não coaduna com a fé cristã, pois, favorece o subjetivismo, as múltiplas interpretações do texto sagrado, donde se vê a pluralidade de orientações doutrinárias do protestantismo.
Quem lê um texto protestante dirigido contra as praticas católicas, lamenta o baixo nível das argumentações: são imprecisos tendenciosos; afirmam gratuitamente sem provar as suas acusações; baseiam-se em premissas falsas, anacronismos e datas fictícias. nunca citam o documento de onde tiraram, nem a pagina. quando citam um concilio ou o catecismo são vagos, não citam os cânones ou ao menos a pagina. as dificuldades assim levantadas pelos protestantes dissipam-se desde que eles estudem com precisão a bíblia e as antigas tradições do cristianismo.
Como o protestantismo não aceita a palavra de Deus em sua totalidade, já não tem critérios objetivos para interpretar a bíblia; cada qual quer dar as escrituras o sentido que ele acha melhor, e assim se vai diluindo e pervertendo a mensagem revelada por Deus. Pois a letra como tal é morta; é a palavra viva que dá o sentido adequado a um texto escrito.
Ora Lutero e seus seguidores desprezam a igreja fundada por Cristo, e fundam suas seitas. Em conseqüência, cada ‘igreja’ protestante é uma sociedade meramente humana, que não tem a garantia da assistência do Espírito Santo, porque se separaram do tronco original.
Por isso estas ‘igrejas’ se contradizem e se ramificam em virtude de discórdias e interpretações bíblicas pessoais de cada fundador de seita protestante; predomina aí o “eu acho” de cada falso profeta de denominação protestante, que reforma a denominação anterior e será reformada pela subseqüente.
a grande razão pela qual o protestantismo se torna inaceitável ao cristão que reflete, é o subjetivismo que o impregna visceralmente.
Disto se segue à divisão descontrolada do mesmo em dezenas de milhares de denominações diversas, contraditórias e hostis entre si.
O subjetivismo torna o protestantismo um tipo de religião mais fácil de seguir que o catolicismo.
Pois a moral católica é bem severa pois se opõem ao divorcio, aborto, contracepção, eutanásia, homossexualismo, relações sexuais pré-matrimoniais... Isto confere uma dignidade e nobreza ao catolicismo que não é fácil sustentar para muitos em nossa época. Por isso procuram o protestantismo como válvula de escape, já que aceitam tudo isso.
Esta diluição do protestantismo e a perda dos valores cristãos estão na lógica de Lutero, que ensinou o livre exame da bíblia, daí resulta que cada um tira das escrituras o que bem lhe apraz.
Entre Cristo e os apóstolos de um lado e os fundadores humanos de outro, não há como hesitar, só se pode optar pelos ensinamentos de Cristo e dos apóstolos, deixando de lado os falsos profetas.
basta olhar algumas denominações protestantes: testemunhas de Jeová, mórmons, adventistas, universal do reino de Deus, igreja internacional da graça de Deus, congregação cristã do Brasil, quacker, igreja socorrista, amigos do homem, comunidade nova vida, ciência cristã, exercito da salvação, cuspe de Cristo, etc. o que há em comum na pregação destas seitas protestantes?
Somente o livre exame. Cada qual deu o sentido que quis a bíblia. Deus não é Deus de confusão “1 cor 14,33”. Donde se vê que em nada há de cristão no protestantismo, a única coisa em comum nestas seitas é o somente o subjetivismo.
Infelizmente os reformadores protestantes tomaram a bíblia como “a única fonte de fé” e pior ainda, entendida segundo o “livre exame” de cada crente, podendo interpretá–la segundo o seu parecer.
Dessa “livre interpretação” da bíblia, cada qual tira a conclusão que quer, a que lhe seja oportuna e cômoda, até a de fundar uma nova “igreja” dirigida pelo seu fundador, contra o que Jesus determinou.
Negaram e Tradição oral, abandonaram a Igreja, esquecendo que Ela é anterior à bíblia(Novo Testamento).
Foi uma grande traição a Jesus, à Igreja e ao Espírito Santo, que há quinze séculos já conduzia a Igreja sem nunca abandoná–la.
Na verdade, a reforma protestante foi o começo de toda esta lamentável situação que vivemos hoje, um mundo ateu, materialista, racionalista e hedonista, ofensivo a Deus e a Igreja.
A reforma protestante influenciada pelo renascimento, deu a partida ao liberalismo e ao relativismo religioso
que hoje assola o mundo todo.
Negando a Igreja de Cristo, os reformadores aceitaram a fundação de numerosas igrejinhas de líderes humanos, todas originadas do subjetivismo dos seus fundadores. A maneira subjetiva com que se lê a bíblia levou o protestantismo ao esfacelamento, cada “igreja” com sua doutrina e sua fé e seu “deus” particular e a confusão vai longe...
Como aceitar a existência da fruta e negar a árvore que a gerou?
Esses indivíduos(os protestantes)dizem blasfêmias contra tudo que desconhecem(o catolicismo); e o que conhecem os leva a ruína, pois só as conhecem instintivamente, como animais irracionais.(Judas10)
Infelizmente o protestantismo tem atacado a igreja em termos não raro mentirosos e passionais. Não é assim que se promove a causa de Cristo, que disse “eu sou a verdade e a vida”. Por isso entre a igreja de Cristo que é a católica e as seitas protestantes fundadas sobre falsos profetas, prefiro seguir a Cristo.
Se Deus é um,
Se Cristo é um,
Se a verdade que Eles ensinaram é só uma,
Deve haver só uma interpretação.
Então, porque existem milhares de seitas ditas cristãs?
Porque cada uma prega uma verdade diferente?
Porque cada uma tem sua interpretação bíblica diferente?
Porque cada uma prega um Deus diferente?
Porque cada uma prega um Cristo diferente?
Porque cada uma tem uma moral diferente?
Só a IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA,
Veio através dos séculos desde Cristo até nossos tempos.
Os protestantes surgiram em 1517 dC, note quanta distância,
E desde então vem se dividindo e subdividindo cada vez mais.
Será que isto está certo?
Pois, Jesus nos disse:
“haja um só rebanho e um só pastor (Jo 10, 16)”
e também disse:
“que todos sejam um como tu Pai está em Mim e Eu em Ti (Jo 17, 21)”
“tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha igreja (Mt 16, 18)”
note bem Jesus disse “a minha igreja” portanto é só uma .
E não milhares de seitas divididas e até hostis entre si,
Jesus quer a unidade e não a divisão.
Portanto o protestantismo é o maior contra-testemunho que o cristianismo pode dar em toda sua História.
“Mas o espírito expressamente diz que em tempos posteriores (a partir de 1517 dC) alguns apostatarão da fé (Lutero, Smith, Calvino, Daniel Berg, Edir Macedo, Ruterford e todos seus seguidores, etc), dando ouvidos a espíritos enganadores (a ganância, o orgulho, os fundadores das seitas protestantes), e a doutrinas de demônios (a maioria das seitas protestantes julgam as doenças ser causadas por demônios usam o demônio para atemorizar seus fieis e em seus cultos dão mais ênfase ao demônio que a Deus), pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada (isso é próprio de pastores para ganhar fieis), proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos (os protestantes proíbem comer carne de animais sufocados e sangue e os adventistas costumam ate ser vegetarianos ou não comem também carne de porco) que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade.” (1 Tm 4.1-3)
A igreja nasceu antes das escrituras; antes que estas existissem, já existia a igreja e a pregação de viva voz; a fé da igreja é anterior ao texto escrito. Foi a igreja quem a berçou; é a igreja quem a identifica, a abona e a entrega aos fiéis, geração por geração. por isso é falso querer julgar a igreja com a bíblia na mão, como se a bíblia fosse juiz e o critério para se avaliar a igreja; a bíblia nasceu da igreja e não vice–versa. o antigo testamento foi catalogado pelos judeus e o novo testamento catalogado pelos católicos. Foram também os católicos quem dividiu a bíblia em capítulos e versículos.
Foram monges católicos que preservaram a bíblia por séculos, copiando-a manualmente em material frágil. Se você raciocinar um pouquinho, verá que sem a igreja católica você não conheceria a bíblia.
O protestantismo separa Cristo da igreja; nem dentro do âmbito protestante se guarda a unidade. Contudo, acontece que na bíblia ocorre uma realidade muito clara, não podemos mais separar a realidade de Cristo da realidade da igreja. A palavra de Deus é clara neste ponto: a igreja é o corpo de Cristo (Cl 1,18). Quem persegue a igreja, persegue o Cristo(At 9,1-6). São Paulo compara ao mistério da união entre o homem e a mulher (Ef 5,31-32). Desde a antiguidade era demonstrado que a fé ou crença na igreja era parte da fé cristã.
A união de Cristo com a igreja está selada eternamente por vontade divina. Se isto está claro, cabe aqui uma pergunta: atacar a igreja não é exatamente o mesmo que atacar a Cristo?
É cristão, portanto, dividir o corpo de Cristo em milhares de fragmentos? Ou, pelo contrário, a divisão da unidade da igreja, do corpo de Cristo não é a arma mais poderosa de satanás se poderia servir durante a história da igreja? o protestante que entende esta realidade se é honesto e inteligente, necessariamente tem de deixar de ser protestante, a menos que queira pecar gravemente contra Deus. É evidente que um sistema religioso que afirma aceitar inteiramente o Cristo e todo o seu ensinamento, mas que leva em sua essência o vírus mortal da divisão do corpo de Cristo, somente pode ser definido como anticristo. parece forte dizer isto, mas a verdade é que o protestantismo é a negação de Cristo desde o momento em que, na prática, nega a existência de uma só fé, com um só batismo e um só credo. e, negando a existência dessa igreja, que é o corpo de Cristo, está negando o próprio Cristo. a reforma protestante foi o maior levante de aniquilação da igreja que a história já viu, levando os séculos posteriores ao relativismo e ao ateísmo.
é incompatível dizer que pertence a Cristo e pertencer a um sistema religioso que mutila continuamente o corpo de Cristo.
Quem divide o corpo de Cristo, divide o próprio Cristo por isso é anticristão.
O protestantismo separa Cristo da igreja; nem dentro do âmbito protestante se guarda a unidade. Contudo, acontece que na bíblia ocorre uma realidade muito clara, não podemos mais separar a realidade de Cristo da realidade da igreja. A palavra de Deus é clara neste ponto: a igreja é o corpo de Cristo (Cl 1,18). quem persegue a igreja, persegue o Cristo(at 9,1-6). São Paulo compara ao mistério da união entre o homem e a mulher (Ef 5,31-32). Desde a antiguidade era demonstrado que a fé ou crença na igreja era parte da fé cristã.
A união de Cristo com a igreja está selada eternamente por vontade divina. Se isto está claro, cabe aqui uma pergunta: atacar a igreja não é exatamente o mesmo que atacar a Cristo?
É cristão, portanto, dividir o corpo de Cristo em milhares de fragmentos? Ou, pelo contrário, a divisão da unidade da igreja, do corpo de Cristo não é a arma mais poderosa de satanás se poderia servir durante a história da igreja?
O protestante que entende esta realidade se é honesto e inteligente, necessariamente tem de deixar de ser protestante, a menos que queira pecar gravemente contra Deus. é evidente que um sistema religioso que afirma aceitar inteiramente o Cristo e todo o seu ensinamento, mas que leva em sua essência o vírus mortal da divisão do corpo de Cristo, somente pode ser definido como anticristo. Parece forte dizer isto, mas a verdade é que o protestantismo é a negação de Cristo desde o momento em que, na prática, nega a existência de uma só fé, com um só batismo e um só credo. e, negando a existência dessa igreja, que é o corpo de Cristo, está negando o próprio Cristo. a reforma protestante foi o maior levante de aniquilação da igreja que a história já viu, levando os séculos posteriores ao relativismo e ao ateísmo.
é incompatível dizer que pertence a Cristo e pertencer a um sistema religioso que mutila continuamente o corpo de Cristo. quem divide o corpo de Cristo, divide o próprio Cristo por isso é anticristão.
por isso a fé do livre exame da bíblia não coaduna com a fé cristã, pois, favorece o subjetivismo, as múltiplas interpretações do texto sagrado, donde se vê a pluralidade de orientações doutrinárias do protestantismo.
Quem lê um texto protestante dirigido contra as praticas católicas, lamenta o baixo nível das argumentações: são imprecisos tendenciosos; afirmam gratuitamente sem provar as suas acusações; baseiam-se em premissas falsas, anacronismos e datas fictícias. nunca citam o documento de onde tiraram, nem a pagina. quando citam um concilio ou o catecismo são vagos, não citam os cânones ou ao menos a pagina. as dificuldades assim levantadas pelos protestantes dissipam-se desde que eles estudem com precisão a bíblia e as antigas tradições do cristianismo.
Como o protestantismo não aceita a palavra de Deus em sua totalidade, já não tem critérios objetivos para interpretar a bíblia; cada qual quer dar as escrituras o sentido que ele acha melhor, e assim se vai diluindo e pervertendo a mensagem revelada por Deus. Pois a letra como tal é morta; é a palavra viva que dá o sentido adequado a um texto escrito.
Ora Lutero e seus seguidores desprezam a igreja fundada por Cristo, e fundam suas seitas. Em conseqüência, cada ‘igreja’ protestante é uma sociedade meramente humana, que não tem a garantia da assistência do Espírito Santo, porque se separaram do tronco original.
Por isso estas ‘igrejas’ se contradizem e se ramificam em virtude de discórdias e interpretações bíblicas pessoais de cada fundador de seita protestante; predomina aí o “eu acho” de cada falso profeta de denominação protestante, que reforma a denominação anterior e será reformada pela subseqüente.
a grande razão pela qual o protestantismo se torna inaceitável ao cristão que reflete, é o subjetivismo que o impregna visceralmente.
Disto se segue à divisão descontrolada do mesmo em dezenas de milhares de denominações diversas, contraditórias e hostis entre si.
O subjetivismo torna o protestantismo um tipo de religião mais fácil de seguir que o catolicismo.
Pois a moral católica é bem severa pois se opõem ao divorcio, aborto, contracepção, eutanásia, homossexualismo, relações sexuais pré-matrimoniais... Isto confere uma dignidade e nobreza ao catolicismo que não é fácil sustentar para muitos em nossa época. Por isso procuram o protestantismo como válvula de escape, já que aceitam tudo isso.
Esta diluição do protestantismo e a perda dos valores cristãos estão na lógica de Lutero, que ensinou o livre exame da bíblia, daí resulta que cada um tira das escrituras o que bem lhe apraz.
Entre Cristo e os apóstolos de um lado e os fundadores humanos de outro, não há como hesitar, só se pode optar pelos ensinamentos de Cristo e dos apóstolos, deixando de lado os falsos profetas.
basta olhar algumas denominações protestantes: testemunhas de Jeová, mórmons, adventistas, universal do reino de Deus, igreja internacional da graça de Deus, congregação cristã do Brasil, quacker, igreja socorrista, amigos do homem, comunidade nova vida, ciência cristã, exercito da salvação, cuspe de Cristo, etc. o que há em comum na pregação destas seitas protestantes?
Somente o livre exame. Cada qual deu o sentido que quis a bíblia. Deus não é Deus de confusão “1 cor 14,33”. Donde se vê que em nada há de cristão no protestantismo, a única coisa em comum nestas seitas é o somente o subjetivismo.
Infelizmente os reformadores protestantes tomaram a bíblia como “a única fonte de fé” e pior ainda, entendida segundo o “livre exame” de cada crente, podendo interpretá–la segundo o seu parecer.
Dessa “livre interpretação” da bíblia, cada qual tira a conclusão que quer, a que lhe seja oportuna e cômoda, até a de fundar uma nova “igreja” dirigida pelo seu fundador, contra o que Jesus determinou.
Negaram e Tradição oral, abandonaram a Igreja, esquecendo que Ela é anterior à bíblia(Novo Testamento).
Foi uma grande traição a Jesus, à Igreja e ao Espírito Santo, que há quinze séculos já conduzia a Igreja sem nunca abandoná–la.
Na verdade, a reforma protestante foi o começo de toda esta lamentável situação que vivemos hoje, um mundo ateu, materialista, racionalista e hedonista, ofensivo a Deus e a Igreja.
A reforma protestante influenciada pelo renascimento, deu a partida ao liberalismo e ao relativismo religioso
que hoje assola o mundo todo.
Negando a Igreja de Cristo, os reformadores aceitaram a fundação de numerosas igrejinhas de líderes humanos, todas originadas do subjetivismo dos seus fundadores. A maneira subjetiva com que se lê a bíblia levou o protestantismo ao esfacelamento, cada “igreja” com sua doutrina e sua fé e seu “deus” particular e a confusão vai longe...
Como aceitar a existência da fruta e negar a árvore que a gerou?
Esses indivíduos(os protestantes)dizem blasfêmias contra tudo que desconhecem(o catolicismo); e o que conhecem os leva a ruína, pois só as conhecem instintivamente, como animais irracionais.(Judas10)
Infelizmente o protestantismo tem atacado a igreja em termos não raro mentirosos e passionais. Não é assim que se promove a causa de Cristo, que disse “eu sou a verdade e a vida”. Por isso entre a igreja de Cristo que é a católica e as seitas protestantes fundadas sobre falsos profetas, prefiro seguir a Cristo.
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